Paquistão e Índia marcam reunião entre secretários de Exteriores

Islamabad, 16 jun (EFE).- O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, entraram em acordo hoje sobre uma reunião de seus secretários de Exteriores que acontecerá no prazo máximo de um mês, informou o gabinete presidencial paquistanês, em comunicado.

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O porta-voz de Presidência, Farhatullah Babar, detalhou na nota que o encontro acontecerá em uma "data conveniente" para os dois lados e assegurou que será uma nova "oportunidade" para o processo de diálogo entre os países, que está paralisado desde o ataque terrorista, no final de novembro, em Mumbai.

Singh e Zardari tomaram a decisão na cidade russa de Ecaterimburgo, onde participam da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (SCO, em sua sigla em inglês). Este é o primeiro contato entre os líderes desde o massacre de Mumbai, no qual vários comandos terroristas assassinaram indiscriminadamente quase 170 pessoas, ação pela qual a Índia culpou o Paquistão.

Segundo Babar, a reunião entre os secretários de Exteriores indiano e paquistanês, Shivshankar Menon e Salman Bashir, respectivamente, deverá acontecer antes da cúpula do Movimento dos Países Não-Alinhados, que acontecerá em meados de julho, no Egito, onde espera-se que Singh e Zardari se encontrem de novo.

Na reunião realizada em Ecaterimburgo, Singh disse a Zardari que "o território do Paquistão não deve ser utilizado para o terrorismo".

O presidente paquistanês, segundo o comunicado de seu gabinete de imprensa, reiterou seu desejo de colaborar com a Índia para levar os culpados do massacre de Mumbai para a Justiça.

Embora o Governo indiano não tenha divulgado hoje um comunicado sobre o encontro, fontes oficiais citadas pela imprensa indiana asseguraram que a reunião entre os secretários de Exteriores tratará sobre o terrorismo e que o encontro não significa que o diálogo formal entre as partes seja retomado.

As duas potências nucleares do Sul da Ásia mantinham rodadas de diálogo desde 2004, centradas na cooperação econômica, no terrorismo e em várias disputas territoriais, sendo a mais importante delas na Caxemira, que foram interrompidas depois dos atentados de Mumbai.

EFE igb-amp/pd

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