MINGORA, Paquistão (Reuters) - Aviões de guerra paquistaneses mataram cerca de 60 militantes islâmicos em um ataque no vale de Swat, no noroeste do país, nesta sexta-feira, disse o Exército. Os jatos atacaram posições de militantes e mataram 60 deles. Dois de seus campos de treinamento também foram destruídos, disse o porta-voz militar Major Nasir Ali.

A informação não pôde ser independentemente verificada.

Forças de segurança têm combatido os partidários do clérigo pró-Taliban Mullah Fazlullah, que lidera há mais de um ano uma violenta campanha para impor regras da doutrina Taliban em Swat, um vale montanhoso que já foi popular com os turistas.

Forças do governo também lançaram uma ofensiva contra os militantes na região tribal de Bajaur, na fronteira com o Afeganistão. Ataques aéreos mataram 12 militantes no local nesta sexta-feira, informou uma autoridade paramilitar.

Áreas tribais paquistanesas na fronteira com o Afeganistão são consideradas refúgios seguros para militantes ligados à Al Qaeda e ao Taliban. Ondas de violência surgiram nessas áreas desde que forças do governo lançaram operações militares na região.

Os militantes responderam com sequestros e ataques suicidas, incluindo um em um importante hotel da capital, Islamabad, no mês passado, matando 55 pessoas.

As Forças Armadas disseram na sexta-feira que um dos dois engenheiros chineses de telecomunicações sequestrados junto com dois paquistaneses no distrito de Dir, no noroeste do país, foi resgatado depois de sete semanas de cativeiro.

(Reportagem de Junaid Khan)

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