Paquistão diz que rede de proliferação nuclear foi desmantelada

Islamabad, 7 fev (EFE).- O primeiro-ministro do Paquistão, Yousaf Raza Gillani, disse hoje que seu Governo não interferirá na decisão judicial de suspender a prisão domiciliar do pai da bomba atômica paquistanesa, o cientista Abdul Qadir Khan, e disse que sua rede de proliferação nuclear foi desmantelada.

EFE |

"A rede (de proliferação) de Abdul Qadir Khan foi desmantelada", disse Gillani à imprensa na cidade de Lahore, e acrescentou que seu Executivo respeitará a sentença anunciada ontem pelo Tribunal Superior de Islamabad.

O ministro de Assuntos Exteriores paquistanês, Shah Mehmood Qureshi, disse que Khan "não tem mais nenhum acesso aos lugares onde se encontram os ativos (nucleares) sensíveis", e ressaltou que estes estão "seguros".

Além disso, o citado ministério emitiu um comunicado no qual afirmou que "nenhum indivíduo (da rede de Khan) tem status oficial ou acesso a complexos estratégicos".

"O Paquistão continua comprometido com o objetivo da não-proliferação. Aplicamos as medidas legislativas, reguladoras e administrativas necessárias para garantir controles de exportação efetivos e para evitar a possibilidade de proliferação a partir do Paquistão", acrescentou a nota.

A sentença coloca fim à prisão domiciliar à qual Khan estava submetido desde 2003, devido à falta de provas nas acusações, e concede ao cientista liberdade de movimentos no Paquistão, mas deverá informar às autoridades sobre seus deslocamentos.

O Governo dos Estados Unidos, que no começo do ano emitiu sanções econômicas contra 13 pessoas e três empresas privadas que estariam vinculadas à rede de proliferação nuclear de Khan, qualificou a decisão judicial paquistanesa de "infeliz".

"Consideramos que Khan continua sendo um risco para a proliferação. O apoio à proliferação que Khan deu ao Irã e Coreia do Norte teve impacto prejudicial para a segurança internacional e também terá nos próximos anos", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Gordon Duguid.

Em fevereiro de 2004, o cientista paquistanês confessou que tinha revelado segredos nucleares ao Irã, Líbia e Coreia do Norte sem autorização de seu Governo. EFE igb/an

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