Paquistão diz que apóia Índia e continua combate a extremistas

Islamabad, 27 nov (EFE).- O chanceler paquistanês, Shah Mehmood Qureshi, ofereceu hoje cooperação e apoio à Índia após os atentados na cidade de Mumbai (ex-Bombaim) e lembrou que o Exército do Paquistão está combatendo os extremistas em seu território.

EFE |

Em comunicado, Qureshi, que está na Índia desde ontem, condenou "nos termos mais contundentes possíveis" os ataques de comandos terroristas que abalaram ontem à noite hotéis cinco estrelas e outros pontos da capital financeira indiana, deixando mais de 100 mortos.

"Oferecemos apoio e cooperação ao povo e ao Governo da Índia nestes tempos difíceis", disse Qureshi.

O ministro paquistanês lembrou que o "Paquistão está totalmente mobilizado contra os insurgentes e extremistas no cinturão tribal e nas regiões fronteiriças".

Qureshi tinha ido à Índia para retomar as conversas com o chanceler indiano, Pranab Mukherjee, mas o encontro previsto para hoje foi suspenso.

Por sua parte, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, declarou hoje que é "evidente" que os autores dos ataques de Mumbai procedem de "fora" da Índia.

Um alto comando militar confirmou, também hoje, que um paquistanês foi preso e afirmou que os outros terroristas envolvidos nos ataques de Mumbai "parecem ser paquistaneses".

Em declarações à emissora "NDTV", o general R.K. Huda disse que nas conversas interceptadas os terroristas falavam punjabí, língua da província paquistanesa do Punjab e também em uma região de mesmo nome em território indiano. EFE igb/rr

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