Paquistão diz que 70 fundamentalistas morreram em ofensiva militar

Islamabad, 28 abr (EFE).- Pelo menos 70 insurgentes morreram na operação que as forças de segurança paquistaneses iniciaram no domingo no distrito de Dir, informou hoje o ministro do Interior paquistanês, Rehman Malik, citado pelo canal privado Geo TV.

EFE |

Em declarações à imprensa, Malik disse que outros 450 fundamentalistas ainda estão escondidos no distrito de Buner, apesar de, na sexta-feira passada, a insurgência talibã ter anunciado a retirada da região.

Nas últimas semanas, os fundamentalistas tentaram estender sua influência às áreas de Dir e Buner, vizinhas ao Vale de Swat, com forte presença talibã.

No Vale de Swat, o Governo da Província da Fronteira Noroeste assinou em fevereiro um acordo de paz com a insurgência talibã que significa a aplicação da "sharia" (lei islâmica) na divisão regional de Malakand, à qual pertencem todas estas demarcações.

O acordo foi apoiado quase por unanimidade no Parlamento nacional e depois assinado pelo presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, mas o avanço talibã para outras áreas, especialmente a Buner, a apenas 100 quilômetros de Islamabad, gerou preocupação tanto na classe política do país quanto na comunidade internacional.

"Todo o mundo está à espera do Paquistão. (Os talibãs) deveriam abandonar as armas", disse hoje à imprensa o ministro regional de Informação, Mian Iftikhar, que reiterou o compromisso das autoridades com o acordo, mas alertou que qualquer ataque insurgente será respondido.

Iftikhar também apostou em retomar o diálogo com o clérigo radical Sufi Mohammed, líder de um grupo islâmico que fez a intermediação entre o Executivo e os insurgentes no processo de pacificação, mas que suspendeu as conversas por causa da ofensiva militar em Dir. EFE igb/an

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