Paquistão detém líder de grupo radical acusado de ataque em Mumbai

Islamabad, 21 set (EFE).- As autoridades paquistanesas colocaram sob prisão domiciliar ao clérigo a quem a Índia atribui a autoria intelectual do ataque terrorista cometido em Mumbai em novembro de 2008, informou hoje o canal televisivo Geo TV.

EFE |

Segundo a fonte, a casa de Hafiz Said está cercada pela Polícia e o líder da organização está submetido a uma "restrição de movimentos".

A Polícia tinha aberto na quinta-feira passada duas causas contra Hafiz Said por pronunciar no mês passado um discurso durante o qual defendeu a "guerra santa" e pediu fundos para a organização islâmica que preside, o Jamaat-ud-Dawa.

A Índia pediu insistentemente ao Paquistão que tomasse medidas contra Said, como uma das condições para retomar o diálogo bilateral entre os países, que ficou congelado após o ataque de Mumbai.

Said tinha sido colocado em liberdade em junho pelo Tribunal Superior de Lahore, depois que a corte aceitou um recurso contra uma primeira detenção, ocorrida em 11 de dezembro de 2008.

A Índia acusa o Jamaat-ud-Dawa de dar cobertura ao grupo caxemiriano Lashkar-e-Toiba (LeT), com base no Paquistão, também fundado por Said e que teria cometido o atentado de Mumbai.

"Mesmo se for uma tentativa (das autoridades) de salvar a cara, não tenho objeções. Meu pedido é que, já que foi detido, seja interrogado por seu papel durante o fato de novembro", disse à imprensa o ministro do Interior indiano, Palaniappan Chidambaram, ao saber da detenção. EFE igb-daa/an

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