Paquistão defende ampliação de capacidade nuclear para enfrentar à Índia

Islamabad, 13 jan (EFE).- A Autoridade Nacional de Controle do Paquistão (NCA), o organismo que controla o arsenal nuclear paquistanês, acusou hoje à Índia de realizar um ambicioso programa de militarização potencializando seu arsenal nuclear e defendeu o desenvolvimento da capacidade dissuasória mínima.

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"A Índia segue perseguindo um ambicioso programa de militarização e doutrinas militares ofensivas. Adquiriu sistemas de armamento avançados" e potencializou sua capacidade nuclear, denunciou a autoridade em comunicado.

O organismo ressaltou que o "Paquistão não pode arriscar sua segurança nacional nem manter uma capacidade dissuasória mínima".

Segundo a nota, a NCA "reafirmou a política do Paquistão de contenção e responsabilidade em sua determinação por continuar com os esforços de promover a paz e a estabilidade no Sul da Ásia", mas "ressaltou a necessidade de evitar o conflito e uma corrida armamentista convencional na região".

A NCA, uma entidade composta por membros da cúpula civil e militar da nação, celebrou hoje em Islamabad seu primeiro encontro desde que no final de novembro de 2009 o presidente paquistanês, Asif Alí Zardari, delegasse a chefia do organismo ao primeiro-ministro, Yousef Raza Guilani.

De acordo com a nota oficial, durante a reunião a autoridade também revisou os planos para gerar energia nuclear com objetivos civis sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Paquistão, único estado islâmico que tem bomba atômica, realizou seus primeiros testes bem-sucedidos em 1998, poucas semanas depois que a potência rival vizinha, a Índia, fizesse também testes que aumentavam sua capacidade nuclear.

As relações diplomáticas entre os países estão ruins desde o atentado múltiplo contra a cidade indiana de Mumbai executado por um grupo terrorista com base no Paquistão em novembro de 2008, ação que paralisou o processo de diálogo que as duas potências nucleares tinham iniciado em 2004. EFE igb/dm

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