Paquistão dá tiros de advertência para forças dos EUA

Soldados paquistaneses deram tiros de advertência para repelir uma tentativa de cruzar a fronteira feita por forças militares americanas que estavam no Afeganistão, de acordo com autoridades na região paquistanesa tribal do Waziristão do Sul. Militares do Paquistão confirmaram a ocorrência de um incidente, mas negaram que seus soldados tenham atirado contra americanos.

BBC Brasil |

Segundo as autoridades locais, nove helicópteros americanos pousaram em Paktika, no lado afegão, e os soldados tentaram cruzar a fronteira. Nesse momento, soldados paquistaneses atiraram para o alto e os americanos decidiram não prosseguir com a travessia.

Há relatos de que o tiroteio durou várias horas. Alguns moradores locais deixaram suas casas e residentes das tribos tomaram posição de defesa nas montanhas da região.

Tensão
O incidente ocorre num momento de crescente tensão entre o Paquistão e os Estados Unidos por causa de operações lideradas pelos Estados Unidos do outro lado da fronteira, que têm como alvo os insurgentes da rede extremista al-Qaeda e do Talebã.

Na semana passada a mídia americana relatou que o presidente George W. Bush, autorizou, nos últimos meses, a ofensiva militar contra militantes dentro do Paquistão sem a autorização prévia do governo paquistanês.

Há uma crescente convicção de que o Paquistão está se recusando ou é incapaz de eliminar os santuários militantes na área da fronteira.

Nas últimas semanas houve vários ataques de mísseis direcionados aos militantes no território paquistanês. Além disso, os soldados fizeram várias incursões nas últimas duas semanas e realizaram ofensivas terrestres inéditas.

A tentativa recente de incursão aconteceu próxima a uma vila na área tribal do país que havia sido alvo de uma incursão pelas tropas americanas no início do mês e que deixou 20 mortos. Segundo o governo paquistanês, as vítimas eram civis, e não militantes da Al-Qaeda ou do Talebã.

Na semana passada, o chefe do Exército afirmou que o Paquistão defenderá sua integridade territorial a todo custo, mas o premiê afirmou que isso deveria ser feito através de meios diplomáticos e não por retaliação militar.

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