Paquistão critica concessão de Nobel da Paz a Liu Xiaobo

Em comunicado, governo afirmou que premiar dissidente chinês não condiz com o prestígio do prêmio

EFE |

Islamabad - O Governo do Paquistão indicou estar "surpreso" e "perturbado" com a concessão do Nobel da Paz ao dissidente chinês Liu Xiaobo, uma decisão que, para Islamabad, não condiz com o prestígio do prêmio, informou hoje a imprensa paquistanesa.

Em comunicado, o Ministério de Exteriores paquistanês ressaltou que "a politização do Prêmio Nobel da Paz com o objetivo de interferir nos assuntos domésticos dos Estados é uma negação do espírito concebido pelo fundador do certame". "Liu Xiaobo foi sentenciado pelo sistema judiciário chinês e não fez nada que o pudesse qualificar para o Nobel.

O Paquistão está surpreso e profundamente perturbado pela decisão. Só pode ser analisado como um afastamento do prestígio atribuído ao prêmio", disse o Ministério em sua nota. O Governo paquistanês afirmou que China deu passos para "respeitar os princípios e normas internacionais" no âmbito legal e humanitário. Liu Xiaobo, antigo professor e crítico de literatura, iniciou sua dissidência política nos anos 1980 e foi um dos líderes da greve de fome nas manifestações pró-democráticas da Praça da Paz Celestial em 1989.

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