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As autoridades paquistanesas anunciaram neste domingo a criação de uma corte de apelação islâmica em uma província do noroeste do país, como parte de um acordo de paz assinado com os insurgentes talibãs.

"O governo da Província da Fronteira do Noroeste anuncia a criação de uma corte de apelação islâmica na zona de Malakan", declarou o ministro da Informação da província, Mian Iftijar Husain.

"Dois juízes foram nomeados para presidir a corte. Agora o governo cumpriu suas promessas", acrescentou.

A decisão do governo foi anunciada ao mesmo tempo que o Exército paquistanês mantém a ofensiva militar contra as milícias talibãs que assumiram o controle de vários distritos da zona de Malakan, a 100 quilômetros da capital Islamabad.

O governo paquistanês aceitou em fevereiro a imposição da lei islâmica (sharia) no vale del Swat, uma antiga zona turística, em troca de um cessar-fogo com a violenta rebelião liderada pelo clérigo Sufi Fazlulah.

Mas os talibãs não entregaram as armas e no início de abril 500 milicianos invadiram os distritos de Baixo Dir e Buner, onde anunciaram a imposição da sharia e aterrorizaram a população, o que levou o governo a lançar uma vasta ofensiva.

str-jaf/fp

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