Islamabad, 29 out (EFE).- O Governo do Paquistão chamou hoje para consultas a embaixadora dos Estados Unidos em Islamabad, Anne Patterson, a quem pediu o fim imediato dos contínuos ataques com mísseis supostamente realizados por aviões espiões americanos nas zonas tribais próximas da fronteira com o Afeganistão.

Segundo um comunicado do Ministério de Assuntos Exteriores paquistanês, o Governo expressou sua "condenação" aos ataques e disse que representam uma "violação da soberania do Paquistão".

"A embaixadora dos EUA foi chamada hoje para consultas no Ministério de Assuntos Exteriores e foi transmitido a ela um enérgico protesto pelos contínuos ataques com mísseis por parte de aviões não tripulados dos EUA em território paquistanês", diz a nota.

O Governo paquistanês afirmou que os ataques causaram a "perda de valiosas vidas e propriedades" e acrescentou que "enfraquecem o apoio público ao Governo em seus esforços contra o terrorismo".

As autoridades paquistanesas também entregaram a Patterson uma cópia da resolução aprovada pelo Senado paquistanês na última segunda, que condena os ataques americanos e os considera uma violação da soberania do país.

Nesta resolução, aprovada por unanimidade, os senadores pediram ao Governo que protestasse perante as autoridades americanas.

O último ataque aconteceu no domingo, quando um avião espião americano lançou mísseis contra uma suposta base insurgente no cinturão tribal de Waziristão do Sul, um dos redutos dos fundamentalistas.

Nos últimos dois meses e meio, aconteceram 12 ataques desta natureza, a maioria deles atribuídos a aviões americanos não tripulados.

O Exército e as autoridades paquistanesas condenaram os ataques, mas uma fonte militar afirmou à Agência Efe que os serviços de inteligência dos dois países compartilham informações sobre estes ataques, que em nenhum caso podem incluir a incursão de tropas estrangeiras em território paquistanês. EFE igb/wr/fal

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