Paquistão concederá mais autonomia a territórios do norte

Islamabad, 29 ago (EFE).- O Governo paquistanês aprovou hoje uma série de medidas destinadas a conceder mais autonomia a seus territórios mais ao norte, que passarão a ser denominados Gilgit-Baltistão e terão status similar ao das atuais províncias.

EFE |

Em comunicado divulgado por seu escritório, o primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gillani, disse hoje que seu Executivo preparou, após consultar os outros partidos políticos do arco parlamentar, um pacote de reformas para que as áreas do norte "avancem rumo a uma autonomia plena".

Estes territórios, adjacentes à conflituosa Província da Fronteira Noroeste, mas que não pertencem a ela, contarão com uma assembleia legislativa cujos membros serão escolhidos em eleições, um governador nomeado pelo presidente do país, um chefe de Governo local e um Executivo integrado por seis ministros.

Até agora, a máxima autoridade política nessas áreas montanhosas era um ministro federal designado expressamente para este cargo, que será agora o governador interino.

No entanto, o Paquistão continuará tendo formalmente apenas quatro províncias, entre as quais não estão Gilgit-Baltistão e a Caxemira administrada pelo Paquistão, nem as áreas tribais fronteiriças com o Afeganistão.

Segundo analistas consultados pela Agência Efe, as áreas do norte permaneceram historicamente com pouca autonomia, porque a intenção de Islamabad era incluir esta zona de maioria muçulmana na região da Caxemira - território em disputa entre Índia e Paquistão -, com o objetivo de facilitar a realização de um plebiscito de autodeterminação.

O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, já anunciou este mês, por ocasião da celebração do aniversário da independência do país, uma reforma "política e legal" nas áreas tribais da fronteira afegã que o Paquistão administra agora federalmente. EFE igb/an

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