Paquistão busca militante procurado pela Índia

Por Zeeshan Haider ISLAMABAD (Reuters) - A polícia paquistanesa planeja prender um líder militante islâmico acusado pela Índia de ser o mentor dos ataques a Mumbai no ano passado, um gesto que deve ajudar a melhorar as relações tensas entre os dois países.

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A polícia disse que Hafiz Mohammad Saeed, fundador do grupo militante Lashkar-e-Taiba (LT), será preso por promover a jihad, ou guerra santa, e levantar fundos para a organização que preside.

A Índia tem exigido ações contra Saeed e outros militantes sediados no Paquistão antes de retomar um processo de paz formal, rompido por Nova Délhi depois dos ataques a Mumbai.

A iniciativa da polícia antecede um encontro entre os chanceleres do Paquistão e da Índia e os principais diplomatas dos países detentores de armas nucleares em Nova York este mês.

Falando em Londres, o presidente Asif Ali Zardari disse que o Paquistão busca uma relação de cooperação com a Índia e reiterou que seu país quer retomar as conversas de paz.

O ministro das Relações Exteriores da Índia, Palaniappan Chidambaram, disse a uma rede de tevê indiana que mesmo se Saeed fosse preso sob outra acusação, seria um "progresso significativo" se o Paquistão aproveitasse a oportunidade para interrogá-lo sobre os ataques em Mumbai.

O Paquistão reconheceu que os ataques foram parcialmente orquestrados em seu solo, iniciou o julgamento de cinco suspeitos e prendeu outros dois, mas disse que as provas fornecidas pela Índia contra Saeed eram insuficientes e não se sustentam em um tribunal.

Saeed foi detido em dezembro depois que uma resolução do Conselho de Segurança da ONU o colocou, juntamente com a entidade que lidera, em uma lista de pessoas e grupos que apoiam à Al Qaeda, mas foi libertado em junho por uma corte por falta de provas.

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