Paquistão atribui à Índia atraso nas investigações sobre ataque a Mumbai

Nova Délhi, 11 jul (EFE).- O ministro do Interior paquistanês, Rehman Malik, atribuiu hoje à Índia o atraso nas investigações sobre o ataque terrorista em Mumbai em novembro de 2008, e disse que seu país é cooperativo.

EFE |

As declarações de Rehman ocorrem apenas horas depois de o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, voltar a reivindicar ao Paquistão que tome ações para levar à Justiça os responsáveis pelo atentado em Mumbai, que deixou 179 mortos.

Em declarações divulgadas pelo canal televisivo paquistanês "Geo", Malik disse que a Índia levou mais de 90 dias para realizar uma investigação sobre os fatos, enquanto seu país levou apenas seis.

"Detivemos seis pessoas envolvidas nos ataques em Mumbai", acrescentou Malik, que voltou a pedir à Índia que lhe entregue mais detalhes importantes sobre o ataque.

A Índia atribui o atentado ao grupo terrorista caxemiriano Lashkar-e-Toiba (LeT), que opera supostamente de território paquistanês, por isso a insistência de suas autoridades para que o Paquistão tome medidas contra essa organização.

O ataque de Mumbai levou os dois países, tradicionais rivais do Sul da Ásia, a uma espiral de acusações e uma crescente tensão diplomática, após vários anos de degelo bilateral.

Singh se reuniu durante um fórum internacional em Moscou, em 16 de junho, com o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, a quem falou, logo após vê-lo, que deve combater o uso do território paquistanês como base por grupos terroristas.

O premiê indiano deve se reunir na próxima semana com o chefe do Governo paquistanês, Yousuf Raza Gillani, aproveitando sua estadia junto a outros chefes de Estado e de Governo na cúpula do Movimento de Países Não-Alinhados, que acontecerá no Egito.

"Espero que dessa reunião saia uma afirmação renovada por parte do Paquistão de que levará à Justiça os autores do massacre de Mumbai, e que seu território não será usado para essas atividades", disse hoje Singh, a bordo de seu avião oficial.

Em declarações citadas pela agência indiana "Ians", Singh reconheceu dificuldades bilaterais neste assunto, mas, ao mesmo tempo, disse que não perdeu a esperança e que segue confiando em que o Paquistão atuará contra os responsáveis. EFE daa/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG