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Paquistão vai tomar ações contra militantes

O governo do Paquistão disse que vai realizar operações militares contra extremistas no país, um dia depois de um ataque suicida ter deixado mais de cinquenta mortos na capital, Islamabad. Um alto-funcionário do Ministério do Interior paquistanês, Rehman Malik, disse à BBC que há uma ou duas áreas utilizadas pelos militantes onde operações baseadas em inteligência podem ser levadas adiante.

BBC Brasil |

Malik admitiu, no entanto, que é impossível prevenir ataques suicidas quando há pessoas determinadas a realizar atentados deste tipo.

Neste domingo, equipes de resgate continuaram tentando encontrar corpos e sobreviventes da explosão que destruiu o Hotel Marriott, em Islamabad.

Quase 270 pessoas ficaram feridas depois que um caminhão carregado de explosivos foi detonado em frente ao hotel, na parte onde eram feitas as checagens de segurança.

Uma câmera do circuito interno de TV registrou os momentos anteriores ao ataque.

A maior parte das vítimas era de paquistaneses, mas o embaixador checo estava entre os pelo menos quatro estrangeiros mortos no ataque, junto a um cidadão americano, um alemão e um vietnamita. Pelo menos 12 estrangeiros ficaram feridos.

O atentado foi o pior já realizado na capital paquistanesa desde que o governo começou a combater militantes extremistas.

Explosão
O Ministério do Interior informou que havia cerca de 600 quilos de explosivos dentro do caminhão, e que os responsáveis pelo atentado eram ligados a grupos militantes que atuam na região da fronteira com o Afeganistão.

O atentado pode ter sido em vingança contra uma violenta operação do Exército paquistanês na região, que vem bombardeando suspeitos de integrar o Talebã com caças-bombardeiros.

A explosão de sábado deixou uma cratera gigante em frente ao hotel.

Desabamento
A violenta explosão danificou a estrutura de metal e concreto do hotel e provocou um incêndio que queimou os 290 quartos dos cinco andares do prédio e durou até a manhã de domingo.

Testemunhas descreveram cenas de horror, com corpos cobertos de sangue sendo retirados dos escombros e hóspedes e funcionários correndo para buscar abrigo.

As autoridades advertiram que o edifício pode desabar por causa do incêndio.

Há informações de que havia pelo menos 200 pessoas quebrando o jejum do Ramadã - o mês sagrado dos muçulmanos - nos cinco restaurantes do hotel, na hora do atentado.

O ataque ocorreu pouco depois de o presidente do país, Asif Ali Zardari, prometer combater o terrorismo, em seu primeiro discurso no Parlamento desde que foi eleito, no mês passado.

Depois do atentado, ele disse em um comunicado transmitido pela TV: "Isto é uma epidemia, um câncer que temos que arrancar do Paquistão. Não vamos ter medo desses covardes".

EUA
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, condenou o atentado e prometeu assistência.

Ele disse que a explosão ressalta a "constante ameaça enfrentada pelo Paquistão, pelos Estados Unidos e por todos aqueles que se opõem ao extremismo violento".

Bush disse ainda que os EUA "vão ajudar o Paquistão a confrontar esta ameaça e trazer os responsáveis perante a Justiça".

O Marriott Hotel era um dos mais prestigiados da capital e era popular entre estrangeiros e a elite paquistanesa.

Ele ficava próximo a prédios do governo e de missões diplomáticas, e a segurança era reforçada, com hóspedes e veículos sujeitos a revistas.

O hotel, no entanto, já havia sido alvo de militantes e no ano passado um extremista suicida provocou a própria morte e de mais uma pessoa em um atentado no prédio.

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