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Paquistão anuncia acordo com ONU para investigar morte de Bhutto

Nações Unidas, 10 jul (EFE) - O ministro de Exteriores do Paquistão, Shah Mahmood Qureshi, anunciou hoje que existe um acordo geral com a ONU para criar uma comissão internacional que averigue o assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto.

EFE |

"Conseguimos um acordo geral, e isso é algo concreto, o que nos falta precisar é a modalidade e sobre isso seguiremos conversando", disse Qureshi em entrevista coletiva após se reunir com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

O ministro de Exteriores afirmou que existe um entendimento quanto à natureza, o financiamento e a composição da comissão que seria nomeada por Ban em consulta com Islamabad.

O Governo paquistanês também acertou um "acesso sem restrições" dos integrantes da comissão aos documentos relacionados com o atentado, disse.

O acordo com as Nações Unidas incluiria elementos que assegurem a "objetividade e imparcialidade" da investigação internacional, destacou.

"Nosso objetivo é identificar os culpados, autores, organizadores e financeiros do assassinato", afirmou o principal responsável da diplomacia paquistanesa.

Qureshi explicou que a comissão seria constituída sob a autoridade do secretário-geral, sem a necessidade de que sua criação tenha que ser avalizada pelo Conselho de Segurança.

Os cinco membros permanentes do órgão (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) respaldaram a iniciativa nas reuniões que manteve hoje com seus representantes.

"Quero deixar claro e que fique registrado que sua resposta dos cinco tenha sido positiva, compreensiva e de apoio", destacou.

Ele disse que o secretário-geral indicou no encontro de hoje a necessidade de realizar mais consultas dentro da ONU para perfilar o tipo de comissão necessária para fazer a investigação.

Benazir Bhutto faleceu em 27 de dezembro após ser golpeada na cabeça devido à onda expansiva da bomba lançada por um terrorista suicida, segundo as conclusões dos investigadores paquistaneses e de uma equipe da Scotland Yard.

Embora as autoridades paquistanesas ainda não tenham conseguido determinar quem organizou o ataque, acusaram oficialmente a seis pessoas de ter executado o atentado.

O Governo paquistanês, liderado pelo Partido Popular do Paquistão (PPP) de Bhutto e ao qual sua morte ajudou a ganhar as eleições de fevereiro deste ano, enviou no mês passado um pedido formal à ONU para averiguasse o caso. EFE jju/db

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