Paquistão admite participação de cidadãos em ataques a Mumbai

Autoridades do Paquistão reconheceram pela primeira vez que os ataques que mataram 173 pessoas em Mumbai, na Índia, em novembro, foram parcialmente planejados no país.

BBC Brasil |

Em uma entrevista coletiva em Islamabad nesta quinta-feira, o chefe do Ministério do Interior paquistanês, Rehman Malik, anunciou que foram presos seis suspeitos de envolvimento nos atentados, que fariam parte do grupo militante Lashkar-e-Taiba, que está banido do país.

Segundo Malik, já foram tomadas medidas legais que podem levá-los a julgamento. Mas outros dois suspeitos ainda estão foragidos.

As tensões entre o Paquistão e a Índia aumentaram depois que o governo indiano disse que todos os dez responsáveis pelos ataques eram paquistaneses e insinuou que haveria participação de membros do governo.

Imediatamente após o ocorrido, o Paquistão negou qualquer responsabilidade, mas depois admitiu que o único militante capturado vivo era paquistanês.

'Cérebro'

Ainda não se sabe quando os suspeitos foram detidos. As prisões começaram em dezembro e, em janeiro, o Paquistão anunciou ter detido 71 suspeitos.

"Os militantes saíram de Karachi em um barco alugado na província do Baluchistão", afirmou Malik. "Além disso, Zarrar Shah, do Lashkar-e-Taiba, mandou um e-mail assumindo a responsabilidade pelo ataque."

Shah foi preso por forças de segurança em dezembro, em um acampamento do Lashkar na área da Caxemira controlada pelo Paquistão.

Malik disse ainda que Hamad Amin, residente de Karachi que se encontra preso, foi o cérebro por trás dos ataques.

O governo da Índia pediu a extradição dos líderes do Lashkar-e-Taiba, mas o Paquistão insiste que qualquer processo judicial será realizado em seu território. O Paquistão também disse que precisa de mais provas vindas da Índia para conseguir realizar esses indiciamentos.

Militantes chegaram a Mumbai em pequenos barcos e atacaram a cidade no dia 26 de novembro, tendo como alvo dois hotéis de luxo, a principal estação ferroviária, um hospital, um centro judaico, um café e outros locais.

As pessoas foram atingidas por muitos tiros disparados de forma indiscriminada. Entre os mortos estavam 26 estrangeiros.

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