Paquistão acusa talibãs de violar acordo e mantém ofensiva

Islamabad, 30 abr (EFE).- O Exército paquistanês acusou hoje os talibãs que controlam o vale de Swat, no norte do país, de violar o acordo de paz, e assegurou que as forças de segurança seguem avançando no distrito vizinho de Buner, onde já matou muitos rebeldes.

EFE |

Em coletiva de imprensa na cidade de Rawalpindi, transmitida ao vivo pela TV local, o porta-voz do Exército, Athar Abbas, confirmou que as tropas mataram pelo menos oito talibãs.

A operação em Buner, distrito a cerca de 100 quilômetros de Islamabad que os talibãs tinham ocupado, "está progredindo bem" e as tropas seguem ganhando terreno, depois que ontem tomassem a capital da região, Daggar.

"Supostos insurgentes foram atacados com todos os recursos disponíveis. Causamos muitas baixas, mas ainda é difícil determinar o número", reiterou Abbas, que só confirmou a morte de mais quatro fundamentalistas no distrito, depois que ontem informasse sobre a morte de outros 50.

A ofensiva está se desenvolvendo com "cautela" para "evitar efeitos colaterais", mas as forças de segurança estão enfrentando um grande número de explosivos colocados nas estradas, segundo Abbas.

As tropas destruíram quatro veículos preparados para atentados suicidas pelos insurgentes, que ainda controlam várias áreas e tomaram algumas delegacias, entre elas a de Pir Baba, na qual mantêm 52 membros das forças de segurança como reféns.

Também houve mortos em Dir, demarcação a oeste de Swat na qual o Exército tinha dado por encerrada a ofensiva.

Desde o começo das operações nessas demarcações, para onde talibãs avançaram a partir do Swat, o Exército diz ter matado mais de 130 insurgentes.

O porta-voz militar acusou os talibãs da Swat de violar o acordo de paz alcançado em fevereiro com o Governo da Província da Fronteira do Noroeste (NWFP) e que representa a aplicação da "sharia" (lei islâmica) em vários distritos do norte, em conflito desde 2007.

Segundo Abbas, porém, os insurgentes continuam sequestrando membros das forças de segurança, assassinando policiais e civis, assim como ocupando delegacias e propriedades apesar da trégua declarada.

Por enquanto, o grupo islâmico liderado pelo clérigo radical Sufi Mohammed, que atua como mediador, não retomou o diálogo com as autoridades, suspenso em protesto pelas ofensivas militares em andamento.

Hoje o Executivo da NWFP assegurou que já foi terminado o plano para a instauração de juízes e Cortes Islâmicas na região. EFE igb/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG