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Paquistão acusa Índia de iniciar ofensiva propagandística

Islamabad, 6 jan (EFE).- O Governo do Paquistão tachou de ofensiva propagandística as declarações do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, de que Islamabad usa o terrorismo como política de Estado.

EFE |

Em comunicado, o Ministério de Exteriores paquistanês indicou que as palavras de Singh são "um caminho seguro para fechar as vias de cooperação na luta contra o terrorismo".

O chefe do Governo indiano assegurou hoje que "algumas agências oficiais paquistanesas deram apoio" aos atentados terroristas de Mumbai do fim de novembro, por causa de sua "sofisticação e precisão militar".

Islamabad rejeitou de forma enérgica a acusação e disse que "em vez de responder positivamente às propostas construtivas do Paquistão, a Índia escolheu iniciar uma ofensiva propagandística" contra seu vizinho.

Segundo a nota, a atitude da Índia "não só aumenta a tensão (entre os dois países), mas esconde fatos e destrói toda a perspectiva de uma investigação séria e objetiva" sobre os atentados.

O Governo paquistanês pediu ainda que Nova Délhi "demonstre compostura e responsabilidade", já que "desprezar o Paquistão ou qualquer de suas instituições neste assunto é injustificável e inaceitável".

"O Paquistão não é um Estado patrocinador do terrorismo (...) O Paquistão é uma vítima do terrorismo e sofreu mais ataques terroristas que a Índia", disse o Ministério.

No entanto, o Governo paquistanês pediu mais uma vez à Índia que aceite suas "propostas construtivas", como a oferta de criação de uma comissão de investigação conjunta sobre os atentados.

A Índia culpou o grupo Lashkar-e-Toiba (LeT), que luta pela anexação ao Paquistão da Caxemira indiana, pelos atentados de Mumbai, e disse que todos os terroristas envolvidos no ataque eram paquistaneses. EFE igb/mh

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