Paquistaneses protestam contra proibição de candidatura de Nawaz Sharif

ISLAMABAD - Diferentes cidades paquistanesas foram cenário de protestos nesta sexta-feira, pelo terceiro dia consecutivo, contra a decisão da Suprema Corte que proíbe o ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif e seu irmão de se apresentarem às eleições.

EFE |

AP
Manifestantes pro-Sharif jogam pedras em policiais

Manifestantes pró-Sharif jogam pedras em policiais

A polícia abriu investigações contra pelo menos 300 líderes e ativistas do partido dos irmãos, a Liga Muçulmana do Paquistão-N, a quem acusa de causar confusão durante os protestos, segundo a emissora Geo TV.

Nas cidades de Karachi (sul) e Lahore (leste), dezenas de advogados boicotaram os procedimentos judiciais, enquanto o partido anunciou novos protestos após as rezas muçulmanas desta sexta.

Na quarta-feira, a Suprema Corte declarou Nawaz Sharif e seu irmão, Shahbaz, "inelegíveis" como deputados, mostrando que os dois têm penas judiciais.

A decisão representou a dissolução do governo da província de Punjab, que Shahbaz Sharif presidia em coalizão com o Partido Popular (PPP) do presidente paquistanês, Asif Alí Zardari. Nawaz Sharif acusou Zardari por sua desqualificação no Supremo.

"O povo não está preparado para aceitar a decisão do tribunal", afirmou Sharif, ao qual as pesquisas situam como o político paquistanês mais popular.

Os analistas afirmam "o princípio de uma grande crise nacional" pela luta entre os dois grandes partidos do Paquistão, em conflito por causa de uma disputa em torno da restauração dos magistrados que Musharraf expulsou em 2007 quando era presidente.

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