Milhares de paquistaneses estão se reunindo neste sábado no mausoléu da ex-primeira-ministra do país, Benazir Bhutto, para marcar o primeiro ano de sua morte. Bhutto foi assassinada em um atentado suicida e ataque a tiros em Rawalpindi, perto de Islamabad, após um comício eleitoral.

Cerimônias são esperadas em Garhi Khuda Bakhsh, onde fica o mausoléu da família Bhutto, incluindo rezas, leitura de poesias e discursos.

Autoridades policiais disseram que cerca de 150 mil pessoas viajaram ao local vindas de todo o Paquistão de trem, carro e até mesmo a pé.

O viúvo de Bhutto, o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, deverá falar na cerimônia.

Inquérito
Milhares de policiais foram enviados a Garhi Khuda Bakhsh, em meio a temores de que Zardari poderia ser alvo de ataques durante sua visita ao túmulo da mulher.

Mais cedo, Zardari havia elogiado a esposa, que descreveu como uma mulher de honra.

"Na tradição de um verdadeiro Bhutto, ela enfrentou a morte ao invés de abandonar seus princípios", disse. "Os tiranos e assassinos a mataram, mas eles nunca serão capazes de matar suas idéias, que moveram e inspiraram uma geração em direção a objetivos nobres".

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-Moon disse esperar que um inquérito sobre a morte de Bhutto seja instaurado em breve.

Em um comunicado divulgado nesta sexta-feira, Ban disse que está determinado a ajudar o Paquistão a buscar "verdade e justiça".

Conseqüências
Os paquistaneses ainda estão lidando com as conseqüências políticas da morte de Bhutto, segundo a correspondente da BBC no Paquistão, Barbara Plett.

O Partido Popular, da ex-premiê, venceu as eleições de fevereiro, impulsionado por votos de simpatia após a morte de Bhutto. Zardari se tornou presidente paquistanês, depois que o general Pervez Musharraf foi obrigado a renunciar.

Mas membros do partido e outros paquistaneses ainda sentem a perda de Bhutto, uma política experiente, respeitada internacionalmente, principalmente agora que o país enfrenta nova crise.

Assim como a insurgência islâmica e a crise econômica, as relações com a rival Índia estão tensas neste momento, após os ataques de militantes em Mumbai, em novembro.

A Índia diz que os militantes eram de origem paquistanesa, mas o Paquistão nega envolvimento.

O Paquistão enviou tropas para fortalecer suas fronteiras, enquanto a Índia aconselhou que seus cidadãos não viagem ao país vizinho.

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