Paquistanês que degolou a filha pega 30 anos de prisão na Itália

Roma, 16 ago (EFE).- O Tribunal de Apelação de Brescia, no norte da Itália, confirmou a condenação em primeira instância, de 30 anos de prisão para o paquistanês Mohammed Saleem, pela assassinato da própria filha Hina, em 2006, por ter um comportamento ocidental demais.

EFE |

Com a nova decisão reduziram-se a 30 a 17 anos de prisão, respectivamente, as penas para os dois cunhados da jovem, considerados cúmplices do pai em um crime que comoveu a opinião pública.

Enquanto, confirmou-se a pena de 2 anos e 8 meses imposta em primeira instância a um tio da menina pela ocultação do cadáver.

"Hina" Saleem, de 21 anos, foi degolada em 11 de agosto de 2006 por seu pai, que admitiu ter cometido o crime e contado com a cumplicidade de dois parentes que enganaram a jovem para que retornasse a casa.

Saleem considerava sua filha uma vergonha, "pois não respeitava as normas de sua cultura de origem".

"Hina" estudava e se mantinha com seu trabalho em uma pizzaria, vestia-se como o resto de meninas italianas, sem o véu islâmico, e namorava, há alguns meses, um italiano.

Além disso, a jovem, nascida no Paquistão, mas criada na Itália quando sua família se mudou para este país, se recusara a casar com o homem que sua família havia lhe imposto, conforme as tradições, o que desencadeou o homicídio.

A jovem, após ser degolada, foi enterrada no jardim da casa da família, onde foi encontrada pela Polícia depois que seu namorado italiano denunciou seu desaparecimento. EFE ccg/jp

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