Paquistanês confessa participação em atentados de Mumbai

Nova Délhi, 20 jul (EFE).- O paquistanês Mohammed Ajmal Amir, conhecido como Kasab, capturado durante o ataque terrorista à cidade indiana de Mumbai em novembro de 2008, confessou hoje ao juiz sua participação nos fatos, revelou o promotor do caso.

EFE |

Kasab, que desde o começo do julgamento, em março, alegava inocência, mudou hoje o testemunho e contou ao tribunal como o comando terrorista que cometeu o atentado em Mumbai chegou à cidade de barco a partir de Karachi, no Paquistão.

O suposto terrorista fez a confissão perante o juiz especial encarregado do caso, M.L. Tahiliyani, a quem deu os nomes de quatro organizadores do atentado, entre eles o de Zakiur Rehman Lakhvi, comandante do grupo caxemiriano Lashkar-e-Toiba (LeT), segundo a imprensa indiana.

A Polícia indiana acusou do atentado o LeT, grupo com base no Paquistão, e identificou Lakhvi como o "cérebro" da operação, algo que Kasab também fez hoje em sua confissão.

Lakhvi foi detido no Paquistão, dentro de uma investigação paralela do atentado aberta por esse país perante as pressões indianas para que atuasse contra o LeT.

No total, 47 pessoas estão na folha de acusações indiana, o que inclui os 10 membros do comando terrorista -nove dos quais foram mortos por agentes indianos- e membros do LeT que supostamente estão no Paquistão.

Kasab admitiu hoje também a participação no ataque à estação de trens Chhatrapati Shivaji Terminus (CST) de Mumbai, onde as câmeras de segurança o filmaram armado e com uma mochila nas costas, e após o qual foi detido pelas forças de segurança indianas.

O promotor do caso, Ujwal Nikam, disse à imprensa ao sair do tribunal -segundo retransmitiu o canal "NDTV"- que a confissão do acusado surpreendeu tanto a Promotoria quanto a Polícia, já que Kasab tinha recorrido a "diferentes táticas" para dilatar o processo contra ele.

O paquistanês e os indianos Fahim Ansari e Sabahuddin Ahmed, que supostamente deram apoio logístico ao comando que atacou a cidade portuária, são os únicos três detidos na Índia pelo atentado de 2008, que matou 166 pessoas em três dias. EFE ja/db

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