Paparazzi conquistam antipatia de moradores e autoridades de Malibu

Los Angeles (EUA), 24 jun (EFE).- As praias e as ruas de Malibu, onde moram muitos famosos de Hollywood, se transformaram em território inimigo para os paparazzi, cuja constante presença irritou moradores e autoridades.

EFE |

O ódio popular contra estes repórteres que buscam imagens exclusivas de celebridades gerou uma situação complicada no último fim de semana na praia Paradise Cove.

Na ocasião, um grupo de surfistas encarou os fotógrafos que tiravam fotos do ator Matthew McConaughey enquanto ele se banhava.

A discussão, que terminou com a agressão de um paparazzi e uma câmera jogada ao mar, foi destaque em vários portais de internet especializados em notícias de famosos, como o "TMZ.com" e "x17online.com".

Nas imagens, é possível ver como um grupo de pessoas se aproxima dos fotógrafos tentando intimidá-los.

"Eles não os querem aqui, ninguém que vive aqui os quer aqui", gritou um dos presentes aos repórteres enquanto outro sugeriu uma briga para ver quem ficava com a praia.

Na gravação, é possível ver um dos repórteres dizer que a Polícia estaria a caminho enquanto os outros se defendiam das acusações dos banhistas.

"É propriedade pública!", exclamou um, "Isto é um trabalho, vocês fazem o que?", repreendeu seu companheiro.

A discussão explodiu e, como mostram as imagens e a versão dos fotógrafos, um dos repórteres foi agredido por vários surfistas enquanto tentava se proteger jogado no chão.

O incidente de sábado teve um segundo episódio no domingo e gerou o primeiro foco de violência contra os paparazzi em Malibu este ano.

A Polícia investiga o ocorrido, enquanto as autoridades municipais tentam restringir a grande presença de paparazzi na região, transformada há décadas em lar e refúgio de verão para rostos conhecidos do grande público.

Tom Hanks, Mel Gibson, Jennifer Aniston, Brad Pitt, Angelina Jolie e Leonardo di Caprio, são alguns dos nomes que se destacam em uma interminável lista de personalidades que viveram em Malibu, onde festas privadas são freqüentes.

As queixas, tanto de famosos quanto de comerciantes e moradores, feitas à Prefeitura sobre o aumento do número de paparazzi fizeram com que a prefeita, Pamela Conley Ulich, abrisse uma comissão para estudar as medidas que podem ser tomadas contra os repórteres.

"Além do ocorrido na praia, temos relatórios de outras áreas de Malibu onde as pessoas sentem que sua segurança está em perigo.

Alguém pode sair ferido", comentou Ulich.

Ela já acusou em várias oportunidades os paparazzi de "dirigirem de forma perigosa pela estrada do litoral" e de prejudicar as vendas das lojas quando na presença de um cliente famoso, pois "bloqueiam a entrada do estabelecimento".

As autoridades buscaram assessoria legal no advogado Kenneth Starr, professor de Direito da Universidade Pepperdine de Malibu e responsável pela investigação do caso entre Bill Clinton, ex-presidente americano, e a então estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky.

As chances de os políticos de Malibu limitarem a atuação destes repórteres são, no entanto, muito reduzidas já que a Constituição dos Estados Unidos garante a liberdade de imprensa em todo o país.

Entre as medidas vistas como solução estão a imposição de uma taxa municipal sobre as imagens obtidas em Malibu ou a criação de uma zona de segurança contra paparazzi.

Por enquanto, o xerife do condado de Los Angeles, onde está Malibu, aumentou o número de agentes que patrulham as praias do município. EFE fmx/rb/rr

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