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Papa visita Sinagoga e encoraja judeus a construir pontes de amizade

Nova York, 18 abr (EFE).- O papa Bento XVI visitou nesta sexta-feira a sinagoga de East Park em um gesto de consideração perante a numerosa comunidade judaica de Nova York, a quem encorajou a construir pontes de amizade com as outras religiões.

EFE |

A visita à sinagoga nova-iorquina não estava prevista em um primeiro momento no programa da viagem do Papa aos Estados Unidos e foi incluída na última hora pelo Vaticano como um "gesto de amizade" em direção aos judeus, que hoje iniciam a festa conhecida como Pessach (Páscoa judaica).

O papa começou seu discurso exclamando "Shalom", a saudação judia para desejar paz.

"Vim aqui com grande alegria, poucas horas antes do começo da celebração de vossa Pessach para expressar meu respeito e afeto à comunidade judaica de Nova York", afirmou o papa.

O pontífice disse se sentir "comovido" ao lembrar que "Jesus, sendo jovem, escutou as palavras da Escritura e rezou em um lugar como este".

Bento XVI encorajou a comunidade judaica de Nova York, que conta com mais de um milhão de integrantes, a "continuar construindo pontes de amizade com os diversos grupos étnicos e religiosos" que vivem na cidade.

O papa ficou cerca de 20 minutos na sinagoga, onde trocou algumas palavras com os representantes da comunidade.

O rabino chefe da Sinagoga, Arthur Schneier, de 78 anos, de origem austríaca e que sobreviveu ao Holocausto, afirmou em seu discurso de boas-vindas ao papa que "o sol brilha neste dia, no qual os irmãos estão juntos com prazer".

Schneier, que se mostrou muito carinhoso com Bento XVI, afirmou que os judeus perseguem "um desejo sincero de reconciliação".

Foi uma acolhida e algumas palavras por parte do rabino que diminuíram as tensões surgidas depois que instituições judaicas denunciaram que o Vaticano queria desprezá-las e discriminá-las com a reinstalação e nova formulação da oração em latim da Sexta-Feira Santa, na qual se reza por eles.

Bento XVI mudou nesta oração a frase na qual se pedia pela "conversão do povo judeu", que tantas críticas já tinha gerado, por "ilumine seus corações para que reconheçam Jesus Cristo como salvador de todos os homens", fato que também não aplacou as críticas. EFE ccg/ma

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