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Papa visita sinagoga de NY em gesto de amizade

O Papa Bento 16 visitou, nesta sexta-feira, uma sinagoga de Nova York, na véspera da Pessach, a Páscoa judaica celebrada nesse final de semana, em um gesto qualificado de simbolicamente muito importante por dirigentes da coletividade. http://ultimosegundo.ig.com.br///multimidia//galeria_de_fotos/2008/04/16/viagem_do_papa_aos_eua_91356.htmlVeja as melhores imagens da visita do papa aos EUA

Redação com agências internacionais |

Bento 16 chegou às 17h20 (18h20 de Brasília) à sinagoga Park East, no coração de Manhattan, para prestar uma homenagem a seu rabino, Arthur Schneier, comprometido com o diálogo inter-religioso, e apresentar seus votos à comunidade judaica.

"Shalom! Vim aqui com grande alegria, poucas horas antes do início da celebração de vosso Pessach, para expressar meu respeito e estima pela comunidade judaica de Nova York", disse o Papa. "Sempre lembrarei desse momento", acrescentou.

O pontífice disse se sentir "comovido" ao lembrar que "Jesus, sendo jovem, escutou as palavras da Escritura e rezou em um lugar como este".

Bento 16 encorajou a comunidade judaica de Nova York, que conta com mais de um milhão de integrantes, a "continuar construindo pontes de amizade com os diversos grupos étnicos e religiosos" que vivem na cidade.

O papa ficou cerca de 20 minutos na sinagoga, onde trocou algumas palavras com os representantes da comunidade.

O rabino chefe da Sinagoga, Arthur Schneier, de 78 anos, de origem austríaca e que sobreviveu ao Holocausto, afirmou em seu discurso de boas-vindas ao papa que "o sol brilha neste dia, no qual os irmãos estão juntos com prazer".

Schneier, que se mostrou muito carinhoso com Bento 16, afirmou que os judeus perseguem "um desejo sincero de reconciliação".

Foi uma acolhida e algumas palavras por parte do rabino que diminuíram as tensões surgidas depois que instituições judaicas denunciaram que o Vaticano queria desprezá-las e discriminá-las com a reinstalação e nova formulação da oração em latim da Sexta-Feira Santa, na qual se reza por eles.

Bento 16 mudou nesta oração a frase na qual se pedia pela "conversão do povo judeu", que tantas críticas já tinha gerado, por "ilumine seus corações para que reconheçam Jesus Cristo como salvador de todos os homens", fato que também não aplacou as críticas.

Diálogo entre países

Em seu discurso na Assembléia Geral das Nações Unidas, o papa Bento 16 pediu hoje que, ao tentarem alcançar soluções para conflitos, os países recorram ao diálogo e, principalmente, as ações multilaterais.

O apelo foi feito em um momento em que, segundo o pontífice, "o consenso multilateral continua em crise por causa de sua subordinação às decisões de alguns poucos".

Como já tinham feito Paulo 6, em 1965, e João Paulo 2º, em 1979 e em 1995, Bento 16 discursou hoje para os representantes dos 192 países-membros da Assembléia Geral da ONU.

Em seu denso e longo discurso, o papa abordou um ponto já discutido no encontro que teve quarta-feira com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush: a necessidade de a diplomacia internacional solucionar crises.

Há dois dias, Bento 16 pediu a Bush que continue se ocupando da solução de conflitos, mas "com o apoio paciente da diplomacia internacional". Hoje, o pontífice reiterou a mensagem na sede da ONU.

O papa disse que questões como a "segurança, as metas de desenvolvimento, a redução das desigualdades locais e globais, e a proteção dos recursos e do clima" precisam de "que todas as autoridades internacionais atuem conjuntamente".

Intervenção obrigatória

Além disso, lembrou que a ONU tem o "dever" de intervir para proteger a população perante crises humanitárias ou violações de direitos quando seus Estados-membros não o fizerem.

Reuters
Reuters
Papa junto com ex-prefeito de NY (esq.) e rabino de sinagoga
"Se os Estados não são capazes de garantir esta proteção", a comunidade internacional "deve intervir com os recursos jurídicos previstos na Carta das Nações Unidas e em outros instrumentos internacionais", destacou o líder da Igreja Católica.

O pontífice afirmou ainda que "a indiferença" e "a falta de atitude" é que "causam um dano real", visão em linha com a atual postura do Vaticano, que passou a defender um aumento da presença militar no Iraque para dar estabilidade e proteção à minoria cristã do país.

Bento 16 também insistiu na importância do diálogo e do esgotamento de todas as vias diplomáticas na resolução de conflitos.

"O que é preciso é uma busca mais profunda dos meios para prevenir e controlar os conflitos, explorando qualquer via diplomática possível e também prestando atenção e dando estímulo aos mais tênues sinais de diálogo ou desejos de reconciliação", acrescentou.

Outro apelo do papa foi para que as Nações Unidas apóiem o diálogo inter-religioso, "do mesmo modo que apóiam o diálogo em outros campos da atividade humana".

Além disso, ressaltou que os direitos humanos devem incluir o direito à liberdade religiosa, e destacou que a ONU têm o dever de protegê-lo.

"Não deveria ser preciso abdicar de Deus para gozar dos próprios direitos", exclamou Bento 16, em alusão à situação dos cristãos em regiões como o Iraque, já denunciada por ele em várias outras ocasiões.

O pontífice concluiu seu discurso defendendo o papel de observador permanente que o Vaticano tem nas Nações Unidas, ao manifestar "a vontade da Igreja Católica de oferecer sua própria contribuição à construção das relações internacionais".

Escândalos de pedofilia

Na última quinta-feira, o papa Bento 16 realizou uma Santa Missa no "National Stadium" de Washington. O pontífice pediu aos católicos americanos que se reconciliem com a Igreja Católica após os casos de abusos sexuais de menores por padres.

Após a missa, o líder católico se encontrou com vítimas de abusos sexuais perpetrados por padres nos Estados Unidos, em um exemplo sem precedentes na história do Vaticano. Por cerca de 25 minutos, o pontífice se encontrou com um grupo de seis vítimas na Embaixada vaticana em Washington.

(*Com informações das agências EFE e AFP) 

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