Papa visita locais sagrados e se compromete com a reconciliação com judeus

O Papa Bento XVI iniciou o segundo dia de sua viagem a Israel, o quinto da passagem pela Terra Santa, com uma visita a locais sagrados para judeus e muçulmanos, ao mesmo tempo que se comprometeu com a reconciliação da Igreja Católica com os judeus, em um discurso na Grande Sinagoga de Jerusalém.

AFP |

O Sumo Pontífice visitou o Muro das Lamentações, o local mais sagrado da religião judaica, e depositou uma mensagem entre as pedras.

No texto, escrito em latim, Bento XVI menciona a visita a Jerusalém, "a cidade da paz" e pede "ao Deus de Abraão, de Isaac e Jacó que envie paz à Terra Santa, ao Oriente Médio".

O Papa permaneceu alguns minutos de pé diante do Muro.

Mais tarde, o pontífice visitou a Grande Sinagoga de Jerusalém e afirmou: "A Igreja Católica está irrevogavelmente comprometida com o caminho decidido pelo Concílio Vaticano II por uma autêntica e duradoura reconciliação entre cristãos e judeus.

Diante dos grandes rabinos de Israel, Yoma Metzer e Shlomo Amar, o Papa confirmou a declaração "Nostra Aetate", divulgada ao fim do Concílio Vaticano II em 1964, que anulou a acusação de deicidas ao judeus.

Quase 50 anos depois do Concílio Vaticano II repudiar o conceito de culpa judaica coletiva pela morte de Cristo, as relações católico-judías são abaladas pela atitude da Igreja ante o Holocausto nazista.

O Papa também visitará o Coenaculum, o Cenáculo, dentro do complexo de edifícios localizados no Monte Sion, para recordar a Última Ceia de Cristo.

À tarde, oficiará a missa nos jardins de Getsemani, aos pés do Monte das Oliveiras, onde segundo o Novo Testamento Jesus orou tomado pela angústia e tristeza na última noite antes de ser crucificado.

No início da manhã, Bento XVI também visitou locais sagrados para os muçulmanos, como a Esplanada das Mesquitas. Além disso, se tornou o primeiro Papa a entrar na Cúpula da Rocha.

Na Esplanada das Mesquita, defendeu a superação das incompreensões e dos conflitos do passado, assim como a abertura de um diálogo sincero entre as religiões.

"Este local sagrado oferece o estímulo aos homens e mulheres de boa vontade para comprometer-se a superar as incompreensões e os conflitos do passado e iniciar o caminho do diálogo sincero", afirmou.

O discurso foi feito ao fim da visita à mesquita da Cúpula da Rocha, o terceiro local mais sagrado para os muçulmanos, onde foi recebido pelo grande mufti de Jerusalém, Mohamed Husein.

Hussein pediu a Bento XVI um "papel mais ativo para acaar com a agressão israelense contra os palestinos".

kv/fp

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