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Papa vai aos EUA como o defensor das raízes cristãs do Ocidente

O Papa Bento XVI chega nesta terça-feira aos Estados Unidos para uma viagem de seis dias a Washington e Nova York, durante a qual fará a defesa das raízes cristãs do Ocidente, apesar da indiferença que reina a respeito do assunto na Europa.

AFP |

A viagem do Papa coincide com seu aniversário de 81 anos, no dia 16, e com o terceiro aniversário de seu pontificado, que se centra na restauração da Igreja católica num mundo globalizado.

"Sei que a mensagem Evangélica está profundamente arraigada nos Estados Unidos", afirmou o Papa em um vídeo enviado há poucos dias ao povo norte-americano.

Bento XVI, cuando era apenas o cardeal Joseph Ratzinger, chefe da Congregação para a Doutrina da Fé (ex-Santo Ofício), conhecido pela mão-de-ferro empregada durante 24 anos para defender os dogmas da Igreja, esteve em cinco ocasiões nos Estados Unidos.

Por suas posições conservadoras sobre homossexualidade, que considera um "desvio moral", foi vaiado em 1988 por associaçõs de gays de Nova York.

As conferências que o então cardeal alemão pronunciou em São Francisco, Nova York e Dallas abordaram os mesmos temas que conformam hoje em dia o centro da doutrina do 265º pontífice da história.

Todos eles se centram na crítica ao relativismo da sociedade ocidental, a preocupação dos alcances da pesquisa científica e a estreita relação entre razão e fé.

"Bento XVI limitou o campo dos argumentos que a Santa Sé pode abordar para se concentrar naqueles fundamentais para a identidade da Igreja, como é a defesa do carácter sagrado da vida", comentou um diplomata.

"Em nível internacional, defende, antes de tudo, as minorias cristãs que existem no mundo", acrescentou o especialista, enfatizando a diferença em relação a seu predecessor, João Paulo II, que desenvolveu uma ativa diplomacia vaticana que atingiu vários setores.

Bento XVI coloca em prática seus princípios na liturgia e até no diálogo com os não-cristãos.

Com o Islã, a outra grande religião monoteísta que superou neste ano o número de fiéis ao catolicismo, defende o princípio do reconhecimento recíproco da liberdade religiosa e chegou a batizar um ex-muçulmano na véspera da Páscoa.

Em setembro de 2005, em Ratisbona, na Alemanha, quando pronunciou uma dissertação sobre a fé e a razão, aparentemente não se deu conta que algumas passagens relacionavam o Islã com a violência, o que foi interpretado como uma provocação pelo mundo muçulmano.

O Papa alemão também lamenta o fato de que a Europa não ouça seus chamados para uma "renovação espiritual e ética baseada nas raízes cristãs", acrescentou o diplomata.

Mas ao receber a nova embaixadora dos Estados Unidos, Mary Ann Gledon, na Santa Sé em fevereiro passado, destacou a importância da religião neste país.

"O povo americano dá lugar à religão nos debates públicos", afirmou, aludindo ao aborto e à eutanásia.

nou-kv/cn/fp

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