Papa reza em Lourdes pensando nas vítimas dos conflitos no mundo

Lourdes (França), 13 set (EFE) - Quatro anos depois da visita de João Paulo II, Bento XVI chegou hoje ao santuário de Lourdes, nos Pirineus franceses, para comemorar o 150º aniversário das aparições de Nossa Senhora a Bernadette Soubirous, com a mente voltada nos doentes e nas vítimas dos conflitos e do terrorismo.

EFE |

"Pensamos nas vítimas inocentes que sofrem com a violência, a guerra, o terrorismo, a pobreza ou que sofrem as conseqüências da injustiça, das pragas, das calamidades, do ódio e da opressão, da violação da dignidade humana e de seus direitos fundamentais, de sua liberdade de agir e pensar", afirmou o papa.

Esse foi o primeiro discurso do pontífice diante de 60 mil pessoas.

O Bispo de Roma expressou preocupação com os que têm "árduos problemas familiares, que sofrem com o desemprego, estão doentes, incapacitados, sozinhos ou em situação de imigrantes".

"Não quero esquecer os que sofrem por causa do nome de Cristo e que morrem por Ele", acrescentou.

Após uma parada em Paris, Bento XVI chegou a Lourdes em uma tarde na qual o frio reinante e a chuva insistente não afastaram os milhares de presentes que receberam o pontífice com vivas e frases como "esta é a juventude do papa".

A primeira coisa que ele fez foi percorrer as três primeiras das quatro etapas do jubileu de Lourdes.

Trata-se da igreja paroquial do Sagrado Coração, em cuja capela do Sacramento se conserva a pia batismal na qual foi batizada Bernadette Soubirous, a menina à qual a Virgem Maria apareceu em 1858; o "calabouço" (a casa onde vivia a família Soubirous) e a Gruta de Massabielle (das aparições).

A quarta etapa é o oratório do hospital onde Bernadette fez a primeira comunhão, que Bento XVI visitará na segunda-feira.

Na paróquia, colocou a mão na pia batismal e, no "calabouço", beijou o rosário de Bernadette.

A seguir, o pontífice foi à Gruta das Aparições, o lugar mais importante do santuário, onde Nossa Senhora se apresentou em 18 ocasiões à menina analfabeta entre 11 de fevereiro e 16 de julho de 1858.

O primeiro dia terminou com a tradicional Procissão das Tochas, que começa na Gruta das Aparições, atravessa a pradaria que há no lugar e conclui no santuário.

Do terraço do santuário, o papa se dirigiu aos cerca de 60 mil presentes, perante os quais disse que Lourdes "é um dos lugares que Deus escolheu para refletir um brilho especial de sua beleza, por isso a importância, aqui, do símbolo da luz".

O papa encerrou seu discurso lembrando que, em Lourdes, "onde Nossa Senhora fez brilhar a esperança e o amor ao dar o primeiro lugar aos doentes, os pobres e os pequenos, somos convidados a descobrir a simplicidade de nossa vocação: amar", afirmou.

Bento XVI oficiará amanhã uma missa na pradaria existente diante da Gruta. EFE jl/db

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