Papa reúne mais de 100 cardeais para debater casos de pedofilia

Essa é a 1ª vez que número representativo de cardeais analisa com Bento 16 os escândalos sexuais; reunião ocorre a portas fechadas

EFE |

Mais de cem cardeais de todo o mundo se encontram nesta sexta-feira com o papa Bento 16 no Vaticano para discutir os casos dos sacerdotes pedófilos, da situação da liberdade religiosa no mundo e da abertura da Igreja Católica aos anglicanos. A reunião será realizada a portas fechadas e se prolongará durante o dia todo.

AP
Papa Bento 16 lê mensagem a cardeais reunidos para dia de reflexão no Vaticano
De acordo com fontes vaticanas, o encontro começou com algumas palavras do papa, seguidas do discurso do cardeal Secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, sobre a situação da liberdade religiosa no mundo e os novos desafios.

Apontada pelo Vaticano como uma "jornada de reflexão e preces", a programação segue com as palavras do arcebispo Angelo Amato, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, que analisará o documento "Dominus Iesus", dez anos após sua publicação.

O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, William Joseph Levada, encerrará a reunião e falará da resposta da Igreja sobre os casos de abusos sexuais e da decisão da Igreja Católica de abrir suas portas aos tradicionalistas anglicanos contrários às medidas da Comunhão Anglicana, como a ordenação de mulheres e de homossexuais como bispos.

A jornada aproveitou a presença dos cardeais em Roma, vindos para o consistório que será realizado no fim de semana, o terceiro do Pontificado do papa, no qual Bento 16 nomeará 24 novos purpurados, entre eles o brasileiro Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, de 73 anos.

Essa é a primeira vez que um número representativo de cardeais analisam juntamente com o papa os escândalos de clérigos pedófilos desde a repercussão no ano passado dos relatórios "Ryan" e "Murphy", que registraram que centenas de crianças irlandesas sofreram abusos sexuais por parte de sacerdotes da República da Irlanda, sobretudo na arquidiocese de Dublin entre 1975 e 2004.

Nos últimos meses foram divulgados outros casos de abusos por parte da direção nos Estados Unidos, Alemanha, Áustria, Holanda, Bélgica, Reino Unido e Itália. Bento 16 pediu perdão às vítimas em várias ocasiões e declarou que os culpados deverão responder perante Deus e as leis civis.

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