Papa reúne bispos do mundo para falar da Bíblia

O Papa Bento XVI vai inaugurar no domingo o segundo Sínodo de Bispos de seu pontificado, no qual 250 prelados de todos os continentes analisarão durante três semanas o livro sagrado de cristãos e judeus, a Bíblia.

AFP |

Pela primeira vez desde a criação dos sínodos em 1965, o Papa convidou um judeu, o rabino de Haifa, Shear-Yashuv Cohen, a falar para os bispos.

O religioso judeu, que conhece de memória a Torah, os cinco primeiros livros da Bíblia, dará uma conferência na próxima segunda-feira sobre a escritura hebraica na tradição judaica e comentará a leitura e interpretação deste importante texto, considerado sagrado pelas duas religiões.

"O povo judeu compartilha boa parte da Sagrada Escritura com os cristãos", explicou o bispo croata Nikola Eterovic, secretário do Sínodo.

A Bíblia, o texto mais traduzido da história, é ao mesmo tempo "um livro pouco lido", reconheceu Eterovic.

A XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo de bispos foi convocada oficialmente para debater a "palavra de Deus na vida e na missão da Igreja", o que faz da interpretação da Bíblia um tema preponderante.

O sínodo, uma instância consultiva da Igreja Católica, foi criado para favorecer as trocas de opiniões entre bispos e auxiliar o Sumo Pontífice na tarefa de governar os católicos.

Além do expoente judeu, o sínodo terá representantes protestantes e anglicanos, no que é considerado um estímulo ao diálogo entre religiões.

kv/gc

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