Papa relembra duras perseguições contra cristãos armênios no século XX

Cidade do Vaticano, 7 mai (EFE).- O papa Bento XVI lembrou hoje as duras perseguições contra os cristãos armênios durante o século passado na Audiência Geral de hoje, onde o patriarca supremo e católico da Armênia, Karekin II, esteve presente.

EFE |

"Os mártires da Armênia são um símbolo do poder do Espírito Santo que trabalha em tempos de trevas e são promessa cristã para qualquer lugar do mundo", acrescentou o pontífice.

Em seu discurso na Praça de São Pedro, Karekin II pediu que "todas as nações condenem universalmente o genocídio dos armênios" e que "quem tenha o poder e a autoridade assuma a responsabilidade por esses crimes".

Os dois líderes religiosos não citaram, mas se referiam às perseguições dos armênios pelos turcos entre 1915 e 1921, que deixaram um milhão de mortos.

O reconhecimento do genocídio é um dos pedidos, mas não vinculativo, ao pedido da Turquia para entrar na União Européia (UE).

Karekin II iniciou ontem sua visita ao Vaticano, onde ficará até sábado. Amanhã a Pontifícia Universidade Salesiana, em Roma, conferirá o título de doutor honoris causa em Teologia da Pastoral Juvenil ao patriarca armênio.

Bento XVI explicou aos fiéis, reunidos para a Audiência Geral, que a presença de Karekin II "reaviva a esperança para uma plena unidade de todos os cristãos".

"Por causa das dificuldades e das divisões, os cristãos não podem se render", declarou o pontífice, que pediu que os fiéis "perseverem com oração para manter viva a chama da esperança e o desejo da plena unidade".

O papa também avaliou os esforços da Igreja armênia no caminho do ecumenismo Bento XVI também relembrou os vários encontros entre a Igreja Católica romana e a armênia nos últimos anos. Entre elas, a visita de Karekin II à Roma em 2000 e a do papa João Paulo II à Armênia no ano seguinte. EFE ccg/wr/plc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG