Papa reconhece danos causados à Igreja por abusos nos EUA

O papa Bento 16 tratou do tema dos abusos sexuais praticados por padres católicos em uma missa realizada nesta quinta-feira em Washington, a capital americana, com a presença de mais de 42 mil pessoas. Reconheço a dor que a Igreja nos Estados Unidos viveu por conta da experiência resultante do abuso sexual de menores, disse Bento 16, no estádio de beisebol da equipe dos Washington Nationals.

BBC Brasil |

"Nenhuma palavra minha pode descrever a dor e o mal causado por tais abusos", acrescentou o pontífice.

O papa também reconheceu os danos sofridos pela Igreja com o escândalo, que emergiu em 2002, na arquidiocese de Boston. A partir de então, diversos casos semelhantes foram descobertos em outras paróquias do país.

Diante da multidão reunida na missa, Bento 16 disse não ser capaz de "descrever o estrago ocorrido dentro da comunidade da Igreja".

Esforços
"Grandes esforços já foram feitos para lidar de forma justa e honesta com esta trágica situação e em garantir que nossas crianças, a quem Deus ama tão profundamente e que são nosso maior tesouro, possam crescer em um ambiente seguro", afirmou o papa.

Essa foi a terceira vez que Bento 16 falou sobre os escândalos desde o início de sua viagem aos Estados Unidos, para uma visita oficial que termina no domingo, em Nova York.

O papa fez o primeiro comentário sobre o tema a bordo de seu avião oficial, ainda em Roma, quando estava a caminho dos Estados Unidos.

Na terça-feira, ele voltou a tratar do assunto, durante um encontro com bispos católicos, como frisou em seu sermão.

"O esforço para proteger nossas crianças deve continuar", disse Bento 16. "Ontem, falei com os seus bispos a esse respeito. Hoje, clamo a cada um de vocês que busquem a cura e a reconciliação."
A organização Snap, formada por vítimas de abusos sexuais cometidos por padres, divulgou um comunicado nesta quinta-feira em que afirma que espera mais ações por parte de Bento 16.

"Apesar de ter feito duas breve declarações sobre os correntes casos de abusos sexuais e das tentativas de acobertá-los, ainda não vimos nenhuma ação", diz a nota. "Nenhuma criança hoje está mais segura graças ao que o papa falou."

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