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Papa quer reconciliar Igreja com vítimas de abusos sexuais

Do avião papal, 12 julho (EFE).- O papa Bento XVI afirmou hoje durante sua viagem à Austrália que quer reconciliar a Igreja Católica com as vítimas de abusos sexuais dos sacerdotes.

EFE |

A declaração aconteceu após Bento XVI ser perguntado se pedirá perdão pelos abusos na Austrália, país que visita essa semana.

O pontífice lembrou que já pediu perdão em sua última viagem aos Estados Unidos, onde a Igreja Católica teve de enfrentar indenizações milionárias devido a processos por abusos sexuais.

"O problema (na Austrália) é essencialmente o mesmo dos Estados Unidos", disse Bento XVI, para quem é essencial que a Igreja veja "sua culpabilidade, se reconcilie, e previna" este tipo de abusos.

O pontífice afirmou que dirá aos australianos o mesmo que foi dito nos EUA, e explicou que o trabalho do sacerdote é um "trabalho santo", incompatível com este tipo de comportamento.

Além disso, o papa reconheceu que existe uma crise da fé no Ocidente, ao assinalar que a falta de religiosidade na Austrália se deve ao fato de este país ser "histórica e politicamente ocidental, o que o leva a compartilhar tanto seus sucessos técnicos e econômicos como os mesmos problemas".

Bento XVI afirmou que a crise religiosa do Ocidente "acontece porque as pessoas pensam que não precisam de Deus, que podem cuidar de si mesmas, que não necessitam de Deus para ser feliz, nem para criar o nosso mundo".

No entanto, o pontífice se mostrou otimista ao afirmar que "Deus está no coração do ser humano, por isso Deus jamais poderá desaparecer".

Além disso, Bento XVI afirmou que "a fé sempre renasceu, porque a fé cristã é a verdade, e Deus é verdade e permanece".

A chegada do pontífice à base aérea de Richmond, 50 quilômetros ao noroeste de Sydney, está prevista para as 15h (4h de Brasília).

Bento XVI, que tem 82 anos, descansará por quatro noites em uma residência do Opus Dei na localidade de Kenthurst, nas cercanias de Sydney.

Seu primeiro compromisso oficial acontecerá na quinta-feira, quando será recebido pelas autoridades australianas e se juntará à Jornada Mundial da Juventude. EFE alf/mh

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