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Papa quer despertar as consciências sobre a ecologia

O Papa Bento XVI decolou neste sábado rumo à Austrália para assistir à 23ª edição dos Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) com o objetivo de despertar as consciências sobre a ecologia, um tema que dominará esta congregação de milhares de jovens católicos.

AFP |

Bento XVI também confirmou que pedirá desculpas pelos abusos sexuais cometidos por padres católicos, expressando o desejo de "prevenir" tais comportamentos.

O Papa deixou Roma às 10H30 locais (05H30 de Brasília) e chegará à Austrália no domingo.

Ele ressaltou que a questão da ecologia será muito presente durante estas 23ª JMJ, que têm como tema o Espírito Santo. "Falar do Espírito Santo é falar da criação e de nossa responsabilidade perante a criação", comentou.

É preciso "despertar as consciências", declarou o Papa, que transformou a defesa do meio ambiente em um dos principais eixos de intervenção de seu pontificado.

"Temos que responder a este imenso desafio e recuperar nossa capacidade ética de mudar a situação para melhor", insistiu, em resposta a uma pergunta sobre os compromissos assumidos pelos países ricos durante a mais recente cúpula do G8, no Japão.

Muito aguardado na Austrália sobre a questão dos abusos sexuais cometidos pelos padres, ele declarou: "Temos que examinar o que foi insuficiente em nosso comportamento e de que forma podemos prevenir, curar e reconciliar".

"Este será o conteúdo da mensagem que vamos transmitir, ao mesmo tempo que nosso pedido de desculpas", acrescentou.

"Ser padre é incompatível com abusos sexuais, com um comportamento contrário à santidade", sentenciou o Papa.

Muitas vozes se elevaram na Austrália para exigir um pedido de desculpas do chefe da Igreja católica, que já havia expressado arrependimento pelos abusos cometidos por padres nos Estados Unidos durante uma visita recente a este país.

Bento XVI chegará à Austrália dois dias depois do lançamento de uma investigação contra um padre local que teria cometido abusos sexuais.

O bispo de Sydney, George Pell, ordenou a designação de uma comissão independente para investigar acusações de abusos sexuais. No início da semana, ele foi acusado de tentar abafar o caso.

Em um telegrama enviado ao presidente italiano, Giorgio Napolitano, logo antes de sua partida, o Papa se declarou "animado pelo desejo de interagir com jovens do mundo inteiro, para exortá-los a se tornarem corajosas testemunhas do amor do Cristo ante às esperanças dos homens de hoje".

Bento XVI, 81 anos, começará sua visita por três dias de repouso completo em um local discreto perto de Sydney.

Seu programa oficial começará no dia 17 e terminará no dia 20 de julho.

Esta é a nona viagem do Papa em três anos. Ele assistiu às JMJ de Colônia, na Alemanha, em agosto de 2005, e foi à Turquia em novembro de 2006. Bento XVI também visitou em abril passado a sede das Nações Unidas em Nova York.

O Papa lançou domingo um apelo à Igreja católica para que promova "esta nova etapa da grande peregrinação da juventude pelo mundo".

Os 125.000 delegados das JMJ, aos quais se juntarão dezenas de milhares de australianos, vêm de todos os continentes para participar deste evento, inaugurado há 25 anos por João Paulo II.

Bento XVI pronunciará 11 discursos durante sua visita à Austrália, e celebrará no dia 20 de julho uma missa à qual deverão assistir 500.000 pessoas.

nou/yw

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