Papa pedirá defesa de direitos humanos na ONU

SÃO PAULO - O papa Bento 16, que visita os EUA desde terça-feira, se tornará nesta sexta-feira o terceiro papa a falar perante a Assembléia Geral das Nações Unidas em Nova York, às 11h35 (horário de Brasília), onde deve defender os direitos humanos e a liberdade religiosa. Com o objetivo de retomar o diálogo com a comunidade e na véspera da páscoa judaica, o pontífice também visitará a sinagoga Park East da cidade. Esta é a segunda vez em seu pontificado que o papa alemão visita um templo judaico. Durante a tarde, às 18h50 (horário de Brasília) o pontífice ainda terá um encontro ecumênico na igreja de St. Joseph.

Redação com agências internacionais |

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    ONU

    Como Paulo 6 em 1965 e João Paulo 2 em 1979 e 1995, o pontífice aceitou o convite feito pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, uma reiteração do feito por seu antecessor Kofi Annan, para fazer um discurso perante a Assembléia Geral da organização.

    Bento 16 chegará a Nova York procedente de Washington às 10h (11h em Brasília) e irá de helicóptero à sede das Nações Unidas, aonde deve chegar às 10h45.

    O papa será recebido por Ban e pelo presidente da Assembléia Geral, Srgjan Kerim, e permanecerá três horas no Palácio de Cristal das Nações Unidas.

    Durante este tempo, o pontífice deve se encontrar em privado no apartamento 38 do edifício da ONU com o secretário-geral, assim como com Srgjan e com o presidente do Conselho de Segurança, Dumisani Kumalo.

    Durante o vôo de Roma a Washington, o papa antecipou que em sua visita à sede das Nações Unidas lembrará que o fundamento da ONU é "a afirmação dos direitos humanos que expressam valores não negociáveis".

    Este ano se completa o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o papa aproveitará a ocasião para fazer uma referência à necessidade de defender a liberdade religiosa.

    Na preparação da viagem, a Santa Sé também teve em conta que a maior comunidade judaica se encontra nos Estados Unidos, com cerca de 5,2 milhões de pessoas, e é especialmente grande em Nova York.

    Por isso, na última hora o Vaticano incluiu para amanhã uma visita à sinagoga nova-iorquina de East Park, que está sob a direção do rabino de origem austríaca Arthur Schneier, de 78 anos e sobrevivente do Holocausto.

    O dia de sexta-feira terminará com um encontro na Igreja de Saint Joseph com os representantes das denominações cristãs.

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    (Com informações da EFE e AFP)


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