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Papa pede que Igreja em Cuba tenha acesso normal a meios de comunicação

Cidade do Vaticano, 2 mai (EFE) - O papa Bento XVI pediu hoje que a Igreja Católica em Cuba tenha acesso normal aos meios de comunicação social, em seu discurso aos membros da Conferência Episcopal cubana em visita ad limina que os bispos fazem a cada cinco anos ao pontífice.

EFE |

"Faço votos para que a Igreja em Cuba, conforme suas legítimas aspirações, possa ter acesso normal aos meios de comunicação social", disse o papa aos bispos cubanos.

Bento XVI comentou os problemas apresentados pelos prelados cubanos nesta visita, entre eles "a situação da família, ameaçada em sua estabilidade pelo divórcio e suas conseqüências, a prática do aborto e as dificuldades econômicas, assim como as separações familiares por causa da emigração".

Diante disso, o papa encorajou os bispos a "redobrarem seus esforços para que todos, especialmente os jovens, compreendam melhor e se sintam cada vez mais atraídos pela beleza dos autênticos valores do casamento e da família".

O pontífice também pediu aos bispos para "encorajar e oferecer os meios pertinentes para que as famílias possam exercer sua responsabilidade e seu direito fundamental à educação religiosa e moral de seus filhos".

Bento XVI explicou que a Igreja cubana passou por uma "mudança profunda, apesar das muitas dificuldades e limitações", sobretudo desde a realização do Encontro Nacional Eclesiástico Cubano, há mais de 20 anos, e após a "histórica" visita a Cuba do papa João Paulo II.

O pontífice pediu à Igreja de Cuba para continuar a tarefa evangelizadora e expressou "gratidão e apreço pela fidelidade e o incansável serviço" dos prelados à Igreja e aos fiéis da ilha caribenha.

Além disso, o papa desejou o aumento das vocações para que "a Igreja cubana possa contar com um número suficiente de presbíteros, assim como dos templos e lugares de culto necessários, para cumprir sua missão estritamente pastoral e espiritual".

O pontífice acrescentou que, desta maneira, todos os fiéis poderão "ter acesso à leitura e meditação da palavra de Deus, assim como ao habitual sacramento da reconciliação e da eucaristia".

Em seu discurso, o papa elogiou "a generosidade" com que a Igreja cubana se dedica ao serviço dos mais pobres e desfavorecidos e fez um apelo para que eles "continuem levando a todas as pessoas necessitadas, aos doentes, aos idosos e aos presos um sinal visível do amor de Deus para com eles".

Bento XVI concluiu desejando que a beatificação de José Olallo Valdés, a primeira a ser realizada em Cuba e que provavelmente acontecerá em novembro, "seja fermento de reconciliação, de justiça e de paz". EFE ccg/wr/db

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