Papa pede que ensino religioso seja acessível a todas as pessoas

Washington, 17 abr (EFE) - O papa Bento XVI pediu hoje que o ensino religioso seja acessível para as pessoas de qualquer camada social e poder aquisitivo, em seu discurso na Universidade Católica da América em Washington, durante sua viagem pelos Estados Unidos.

EFE |

O pontífice alemão pronunciou seu discurso para cerca de 600 pessoas, sendo que 235 eram reitores das faculdades e institutos católicos, além de professores e universitários.

Bento XVI lembrou que a comunidade católica dos EUA fez da educação uma de suas prioridades e explicou que figuras como Santa Elizabeth Ann Seton e Santa Katherine Drexel "dedicaram sua vida ao ensino daqueles que tinham sido deixados de lado", como os negros, os índios americanos e os imigrantes.

As escolas católicas do país, onde estudam cerca de três milhões de jovens, "ajudaram gerações de imigrantes a sair da miséria" e a conquistar espaço na sociedade atual, disse.

Por isso, o papa pediu que este trabalho "continue", ao destacar que "a nenhum menino ou menina deve ser negada uma educação na fé, que, por sua vez, nutre o espírito da nação".

O pontífice declarou que "muitos questionam o compromisso da Igreja com a educação, ao se perguntarem se estes recursos não poderiam ser empregados de outra maneira".

No entanto, explicou que "todas as atividades da Igreja nascem de sua consciência de ser portadora de uma mensagem que tem origem no próprio Deus".

"A missão primária da Igreja é evangelizar, e nisto as instituições educacionais possuem um papel crucial, em consonância com a aspiração fundamental da nação de desenvolver uma sociedade verdadeiramente digna da dignidade da pessoa", acrescentou.

O papa também falou aos educadores católicos, dizendo que é "especialmente preocupante a redução da preciosa e delicada área de educação sexual à gestação de 'risco', sem referência alguma à beleza do amor conjugal".

Em outra passagem de seu discurso, o papa destacou a importância da chamada "liberdade acadêmica" e de buscar "a verdade onde a análise rigorosa da evidência lhes leve".

No entanto, advertiu de que em nome da "liberdade acadêmica" não se podem "justificar posições que contradigam a fé e o ensino da Igreja", pois isto "obstaculizaria ou inclusive trairia a identidade e a missão da universidade". EFE ccg/bf/db

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