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Papa pede fim de formas abomináveis de abuso contra crianças

Juan Lara. Cidade do Vaticano, 24 dez (EFE).- O papa Bento XVI rezou hoje à noite a tradicional Missa do Galo, na qual fez um apelo para que acabem todas as formas abomináveis de abuso contra crianças, entre as quais citou a pornografia e a utilização dos menores para atuar como soldados e instrumentos de violência.

EFE |

Em uma Basílica de São Pedro lotada de fiéis, e com a imagem de Jesus a seu lado, Bento XVI lembrou o nascimento de Cristo e disse que em cada criança há uma "reverberação do menino de Belém".

"Pensemos nesta noite de forma particular naquelas crianças cujos pais negam amor, nos meninos de rua que não têm um lar, nas crianças que são usadas brutalmente como soldados e transformadas em instrumentos de violência em vez de serem portadores de reconciliação e de paz", expressou o bispo de Roma.

O papa também se referiu às crianças "que mediante a indústria da pornografia e de todas as outras formas abomináveis de abuso são feridas no mais profundo de suas almas".

Bento XVI apelou para que se faça "todo o possível a fim de que termine o sofrimento dessas crianças" e para que "a luz de Belém toque o coração dos homens".

"Somente por meio da conversão dos corações, somente com uma mudança no íntimo do homem se pode superar a causa de todo este mal, se pode vencer o poder do maligno", afirmou o pontífice.

O papa disse que a glória de Deus está nos alto dos céus, mas que essa altura se encontrava hoje à noite em um estábulo, "já que o que era pequeno fez-se sublime".

A respeito, acrescentou que a glória de Deus é a paz, já que onde ele estiver, há paz.

"Ele está onde os homens não pretendem fazer de forma autônoma da terra o paraíso, utilizando a violência. Ele está com as pessoas de coração vigilante e com os humildes. A eles dá sua paz, para que por meio deles a paz entre no mundo", expressou o pontífice de 81 anos.

Bento XVI, mais uma vez, não esqueceu a Terra Santa, e pediu aos fiéis para que "naquela região em que Jesus viveu e tanto amou" se faça a paz.

"Que acabem o ódio e a violência, que se abra o caminho da compreensão recíproca, que ocorra uma abertura dos corações, que se abram as fronteiras, que venha a paz cantada pelos anjos naquela noite", pediu o papa.

A missa, que foi retransmitida por emissoras de TV de mais de 60 países dos cinco continentes, começou com o anúncio do nascimento de Jesus com a leitura do antigo texto das "Calendas".

Seguiu com uma homenagem floral a uma imagem do menino Jesus e terminou com o pedido do papa a Deus para que dê paz ao mundo.

Concluída a missa, os milhares que compareceram à basílica contemplaram no centro da Praça de São Pedro a uma recriação da porta de Belém diante do obelisco.

O nascimento volta a ser ambientado este ano em Belém, depois de ano passado ocorrer na casa de José, em Nazaré, segundo o evangelho de São Mateus.

São Mateus situa o nascimento de Jesus em Nazaré, enquanto nos evangelhos de São Lucas, São Marcos e São João se descreve a natividade em Belém.

O presépio em alusão ao nascimento de Jesus foi colocado em uma humilde pousada, coberto de feixes de lenha, e em um cantinho da muralha de Belém.

Ao fundo do portal se vê uma torre e um grande portal, assim como várias casas de camponeses construídas ao longo da muralha.

O presépio conta com cerca de 20 imagens, todas em tamanho natural, provenientes da porta de Belém que foi reproduzida em 1842 em uma igreja romana por Vicente Palotti.

Ao lado da porta foi colocada a tradicional árvore de Natal, um arbusto de 120 anos e 33 metros de altura, que se transformou na árvore mais alta até agora já colocada na Praça de São Pedro junto ao presépio.

Antes da Missa do Galo, Bento XVI acendeu o Círio da Paz na janela de sua habitação. Pelo fato de a missa ter durado várias horas e para não cansar, a missa de Natal será celebrada amanhã na Basílica de São Pedro pelo cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone.

Bento XVI voltará amanhã ao templo do Vaticano para ler sua mensagem de Natal e dividir a bênção "Urbi et Orbi" (à cidade de Roma e a todo o mundo). EFE JL/fr

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