Papa pede fim da violência contra cristãos paquistaneses

Cidade do Vaticano, 3 ago (EFE).- O papa Bento XVI, em nome de Deus, pediu o fim da violência contra os cristãos do Paquistão, onde, no fim de semana, sete fiéis morreram num incêndio provocado por radicais islâmicos na cidade de Gojra.

EFE |

Bento XVI, por meio do cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, enviou um telegrama de pêsames ao bispo de Faisalabad, Joseph Coutts.

"Em nome de Deus, o papa pede a todos que renunciem à violência que causa tantos sofrimentos e invoquem o caminho da paz", escreveu Bertone.

Na mensagem, Bento XVI se mostrou profundamente condoído pelo "insensato ataque contra a comunidade cristã de Gojra, pela trágica morte de homens, mulheres e crianças inocentes, e pelas imensas destruições" causadas.

O pontífice animou os cristãos paquistaneses, cuja comunidade tem de 2.000 a 3.000 integrantes, a não terem medo e a ajudarem na construção de uma sociedade que respeite os valores humanos e religiosos e se caracterize pelo mútuo respeito entre seus membros.

O papa também pediu que seu mais sentido pêsame seja transmitido às famílias das vítimas e expressou sua solidariedade aos desabrigados.

No sábado à tarde, sete cristãos morreram queimados e outras 18 pessoas ficaram feridas durante o incêndio de aproximadamente 50 casas provocado por uma multidão de muçulmanos que protestava contra a profanação de uma cópia do Corão na região de Punjab (nordeste do Paquistão).

Segundo a "Rádio Vaticano", uma criança cristã teria profanado o Corão, o que despertou a iras da população islâmica de Gojra.

O núncio do Vaticano no Paquistão, Adolfo Tito Yllana, disse hoje à rádio católica que os fundamentalistas islâmicos do Paquistão encontram na lei sobre a blasfêmia existente no país pretextos para perseguir a minoria cristã. EFE jl/sc

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