O Papa Bento XVI reiterou nesta sexta-feira o apoio da Igreja católica ao transplante de órgãos, mas pediu que a comunidade científica determine o momento exato da morte levando em conta os progressos recentes da ciência.

O apelo do pontífice foi feito diante de uma delegação de cientistas e médicos católicos, reunidos em Roma para um seminário sobre o tema.

Para Bento XVI, doar órgãos é "um ato de generosidade e altruísmo" por parte do doador e de seus parentes.

O Papa, que defende a vida desde o momento da concepção até a morte natural do indivíduo, lembrou que "a ciência registrou progressos notáveis para determinar a morte de um paciente".

A intervenção do pontífice foi feita depois que o jornal do Vaticano, o L'Osservatore Romano, questionou o princípio da morte cerebral como indício do fim da vida de uma pessoa.

Além disso, Bento XVI condenou o tráfico de órgãos como "abominável", assim como "a criação e destruição de embriões humanos para fins terapêuticos".

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