Papa pede aos angolanos que rejeitem a lei do mais forte

O Papa Bento XVI pediu aos angolanos que não aceitem a lei do mais forte ao desembarcar nesta sexta-feira em Angola, país que sofreu uma guerra civil entre 1975 e 2002.

AFP |

"Amigos angolanos, vossa terra é rica, vossa nação é forte. Utilizem estes privilégios para favorecer a paz e o entendimento entre os povos e incentivar a igualdade e a solidariedade que todos almejam e têm direito. Não à lei do mais forte", pediu o Papa em um discurso feito em português durante a cerimônia de boas-vondas no aeroporto de Luanda.

As palavas do Sumo Pontífice foram pronunciadas diante do presidente da república, Eduardo dos Santos, que o recebeu de Camarões.

"Infelizmente dentro das fronteiras de Angola ainda há muitos pobres. Não podemos esquecer a multidão de angolanos que vive abaixo da linha da pobreza absoluta. Precisam da solidariedade de todos", destacou o Papa ao recordar que 70% dos mais de 15 milhões de angolanos viven en la miseria pese a las riquezas naturales del país.

Bento XVI chegou nesta sexta para uma visita de três dias aAngola, um país em que é crescente o fervor pelas seitas e igrejas evangélicas, entre elas a brasileira Igreja Universal do Reino de Deus.

Segundo dados oficiais, 55% dos angolanos são católicos e 25% praticam crenças tradicionais, mas a realidade pode ser muito diferente em função do crescimento das igrejas evangélicas e pentecostais.

lr/fp/cn

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