O Papa Bento XVI afirmou que os muros podem ser derrubados, depois de ter visto nesta quarta-feira em Belém o muro de separação construído por Israel na Cisjordânia.

"Eu vi o muro que atravessa seus territórios, que separa vizinhos e divide famílias, que cerca os campos e esconde parte de Belém", disse o Papa.

"Apesar de os muros poderem ser facilmente construídos, todos sabemos que não duram para sempre. Eles podem ser derrubados", acrescentou o chefe da Igreja Católica frente ao presidente palestino, Mahmud Abbas.

Em seu discurso de despedida de Belém, após ter passado o dia todo nos territórios ocupados, o Papa admitiu que espera ardentemente ver a paz e a reconciliação nessas terras atormentadas.

O Pontífice havia acabado de visitar o campo de refugiados de Aida, a poucos quilômetros de Belém, onde condenou a "trágica construção do muro de separação na Cisjordânia".

Apresentado por Israel como um muro "antiterrorista", a barreira de separação, de 8 a 9 metros de altura, e que se estende ao longo de 650 km, é chamada "muro do apartheid" pelos palestinos.

O muro começou a ser construído em junho de 2002 e atravessa a maioria dos territórios palestinos.

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