Papa leva mensagem de paz aos EUA em meio a ameaças da Al Qaeda

Por Randall Mikkelsen WASHINGTON (Reuters) - O papa Bento 16 levará uma mensagem de paz durante sua visita de seis dias aos Estados Unidos, que começa na terça-feira, mas as recentes críticas de Osama bin Laden ao líder católico colocam em alerta as autoridades responsáveis pela sua segurança.

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Membros da inteligência dos EUA e líderes da Igreja dizem não haver ameaças específicas e críveis à primeira visita papal ao país desde os ataques de 11 de setembro de 2001.

Mas eles estão atentos porque o líder da Al Qaeda acusou o papa em março de fazer parte de 'uma nova cruzada' contra os muçulmanos, o que aumentou os temores. As medidas de segurança para a visita do pontífice a Washington estão mais rígidas do que em viagens papais anteriores, disseram autoridades.

Outros militantes islâmicos anteriormente ameaçaram Bento 16 por sua citação em 2006 em de um texto medieval condenando o profeta islâmico Maomé.

A última visita de um papa aos Estados Unidos ocorreu em 1999, quando o antecessor João Paulo 2o esteve no país.

'Nós precisamos levar a sério o que dizem os líderes da Al Qaeda. Não é apenas retórica', disse Charles Allen, subsecretário de Segurança Interna para Inteligência e Análise.

Ele disse a jornalistas que uma avaliação da secretaria e do FBI não encontrou 'ameaças diretas ao papa' e autoridades de segurança disseram que a última mensagem de Bin Laden não altera seus planos. Mas eles pretendem realizar um esforço de proteção total realizado pelo serviço secreto dos EUA.

A agência se negou a especificar as medidas de segurança. O comissário de polícia de Nova York, Raymond Kelly, afirmou que as medidas poderiam incluir milhares de policiais nas ruas, mergulhadores no rio East, detectores de radiação e restrições no espaço aéreo.

'Havia certamente um plano muito robusto quando o papa anterior visitou Nova York. Eu me arriscaria a dizer que o rigor talvez esteja um pouco maior agora', disse Kelly. 'Este é um evento pós-11 de setembro, e nós temos que considerar outros fatores.'

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