Papa lembra tragédia do presidente polonês na reza de Regina Caeli

Cidade do Vaticano, 11 abr (EFE).- O papa Bento XVI lembrou hoje durante a reza do Regina Coeli, que substitui o Angelus dominical na época de Páscoa, a tragédia que neste sábado comoveu à Polônia pelo falecimento de seu presidente, Lech Kaczynski, em um acidente aéreo.

EFE |

A partir da residência de Castelgandolfo, onde descansa por alguns dias, o Pontífice voltou neste domingo a expressar sua "profunda dor" pela catástrofe, na qual faleceram 96 pessoas, entre eles vários altos cargos do Estado polonês.

"Com a expressão de minhas mais profundas condolências, rezo pelas vítimas e a amada nação polonesa", disse.

Já em polonês, o Pontífice se dirigiu aos fiéis da Polônia presentes diante do balcão da residência papal de Castelgandolfo.

"Com profunda dor recebi a notícia da trágica morte do senhor Lech Kaczynski, presidente da Polônia, de sua mulher e das pessoas que o acompanhavam. Morreram em sua viagem a Katyn, o lugar do suplício de milhares de oficiais militares poloneses assassinados há 70 anos", disse Bento XVI.

"Confio a todos ao misericordioso senhor da vida. Faço-o unindo-me aos peregrinos que se reúnem no Santuário de Lagiewniki e a todos os devotos da misericórdia de Deus no mundo inteiro", acrescenta.

Ontem o papa enviou ao presidente do Parlamento da Polônia, Bronislaw Komorowski, um telegrama de condolência pelas vítimas do acidente, entre outros, o bispo Tadeusz Ploski, o arcebispo ortodoxo Miron Chodakowski, assim como do pastor militar evangélico Adam Pilsch.

O papa também se referiu neste domingo à exposição pública do Santo Sudário, que começou ontem na cidade de Turim (norte da Itália) e ficará aberta até o dia 23 de maio. Está prevista uma visita do papa à mostra em 2 de maio.

"Fico feliz com este acontecimento, que mais uma vez está gerando um grande movimento de peregrinos, mas também estudos, reflexões e, sobretudo, um extraordinário entendimento sobre o mistério do sofrimento de Cristo", afirmou Bento XVI.

"Espero que este ato de veneração ajude a todos a buscar o rosto de Deus, que foi a íntima aspiração dos apóstolos, como também é a nossa", acrescentou. EFE mcs/dm

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