Papa lembra em Nova York sua juventude sob o nazismo

O Papa Bento XVI lembrou neste sábado, para milhares de jovens reunidos na região de Nova York, sua juventude durante o regime nazista alemão, que segundo o Santo Padre rejeitou Deus.

AFP |

Bento XVI tomou a palavra durante um encontro com estudantes do seminário San José de Yonkers, do qual participaram cerca de 20 mil católicos.

Ao evocar as dificuldades encontradas pela juventude de hoje, o Papa alemão lembrou que seus anos de adolescência, quando integrou a Juventude Hitlerista, "foram arruinados por um regime sinistro, que acreditava ter todas as respostas".

Segundo o Papa, a influência do nazismo "cresceu (...) antes de ser plenamente reconhecida como o monstro que era". "Rejeitaram Deus, tornando-se indiferentes a tudo que é verdadeiro e bom".

Joseph Ratzinger nasceu no dia 16 de abril de 1927 na Baviera e foi convocado para o Exército alemão durante os últimos meses da Segunda Guerra Mundial.

"Os avós de alguns de vocês vieram para os Estados Unidos para fugir destes horrores".

O Papa destacou que "o poder de destruição" manifestado naquela ocasião não desapareceu e que "pretender o contrário" é um engano.

Bento XVI também evocou os danos provocados pelas drogas, a pobreza, o racismo, a violência, as humilhações sofridas por jovens e mulheres e a "manipulação da verdade" em nome da liberdade.

"A liberdade é um valor delicado que pode ser mal entendido ou mal interpretado", principalmente "quando não faz referência à pessoa humana".

O Papa também se reuniu no seminário com crianças e adolescentes deficientes: "Deus os abençoou com o dom da vida e lhes deu outros talentos e qualidades", disse o Santo Padre ao grupo.

nou/LR

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