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Papa lançará no dia 7 de julho a encíclica social Caritas in veritate

O Papa Bento XVI lançará no dia 7 de julho uma nova encíclica, a Caritas in veritate (Amor na verdade) sobre questões sociais, anunciou nesta quarta-feira o Vaticano.

AFP |

A nova encíclica, a terceira de seu pontificado, será apresentada durante entrevista à imprensa, precisou em comunicado a assessoria de imprensa da Santa Sé.

"Retoma os temas sociais abordados por Paulo VI em 1967 na encíclica 'Populorum progressio'", adiantou o Papa, ao referir-se à primeira encíclica social da Igreja, que teve impacto notável na sociedade moderna, ao analisar os problemas dos países em desenvolvimento.

"Será uma contribuição da Igreja dirigida à humanidade e às exigências reais de todos", adiantou Bento XVI.

O documento doutrinário abordará os grandes problemas socioeconômicos do mundo contemporâneo e, em particular, a globalização, segundo meios eclesiásticos.

O texto será divulgado simultaneamente em várias línguas.

"A crise financeira e econômica que tanto afeta os países industrializados assim como as economias emergentes e os países em desenvolvimento demonstra que precisamos rever os modelos econômicos e financeiros que dominaram nos últimos anos", antecipou o pontífice.

Bento XVI, que iniciou o pontificado em 19 de abril de 2005, publicou sua primeira encíclica em 25 de janeiro de 2006, sobre o tema da caridade e do amor divino, intitulada em latim "Deus caritas est".

A segunda encíclica de Bento XVI foi lançada em novembro de 2007 com o título "Spe salvi" (Salvos pela esperança), na qual faz uma autocrítica do cristianismo moderno e analisa, sobretudo, o pessimismo e o materialismo observado entre os europeus.

A terceira será a de número 296 da história da Igreja Católica.

A tradução da encíclica para vários idiomas, em particular o latim e o chinês, atrasaram sua divulgação.

O texto lembrará, também, a encíclica social do pontífice precedente, a "Sollicitudo rei socialis", de João Paulo II, publicada em 1988 e que abordava o drama da desigualdade e do desenvolvimento social.

Para escrevê-la, Bento XVI consultou vários especialistas, entre eles economistas e prelados.

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