Papa faz apelo por 'família tradicional' a multidão na Croácia

Ao celebrar missa para ao menos 300 mil em Zagreb, Bento 16 pediu 'medidas legislativas' que ajudem a educar e a formar crianças

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O Papa Bento 16 pediu neste domingo aos católicos que não aceitem a desintegração da família tradicional e pediu "medidas legislativas" para ajudar a instituição em sua tarefa de "formar e educar as crianças", durante uma missa para uma multidão em Zagreb. "Infelizmente, não temos mais remédio a não ser reconhecer que a secularização, que culmina com a exclusão de Deus da vida e a crescente desintegração da família, está se difundindo, em particular na Europa", disse Bento 16.

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Multidão que se reuniu em Zagreb para a missa chegou a 300 mil pessoas, segundo a imprensa, e a 400 mil, de acordo com o Vaticano
"Queridas famílias, tenham valor! Não se rendam ante a mentalidade secularizadora que lhes propõe viver juntos para preparar o casamento, ou inclusive para substituí-lo!", afirmou para a multidão, que segundo o Vaticano chegou a 400 mil pessoas e a imprensa croata a 300 mil.

O Papa também pediu aos fiéis a afirmação de que "a vida humana é inviolável, desde a concepção até a morte natural, e que a família baseada no matrimônio tem um valor insubstituível". Bento 16 destacou "a necessidade de medidas legislativas que apóiem as famílias na tarefa de formar e educar as crianças". "Todos sabemos muito bem que a família cristã é um sinal especial da presença e do amor de Cristo e que terá que cumprir um papel específico e insubstituível na evangelização".

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Bento 16 celebrou missa no mesmo local em que o antecessor João Paulo 2º esteve nos anos 90
"A família cristã sempre foi o primeiro caminho para transmitir a fé", afirmou o Pontífice. "Graças a Deus, muitas famílias cristãs vão tomando cada vez mais consciência de sua vocação missionária", completou.

A missa aconteceu no mesmo local que a celebrada em 1994, durante a guerra dos Bálcãs, por seu antecessor João Paulo 2º. No segundo e último dia de sua visita à Croácia, o Papa também se reunirá com os bispos croatas e rezará diante do túmulo do cardeal Alojzije Stepinac.Stepinac foi beatificado por João Paulo II em 1998, apesar de seu papel, que para alguns historiadores foi o de cúmplice do regime croata pró-nazista dos Ustasha.Mas Bento XVI afirmou no sábado que Stepinac "defendeu os judeus, os sérvios e os ciganos perseguidos pelo regime".

Também no primeiro dia de visita, defendeu a entrada da Croácia na União Europeia (UE) e pediu aos croatas que ajudem os europeus a valorizar sua "riqueza espiritual".A conservadora Igreja Católica croata é muito influente no país, que é chamado por alguns de "Polônia do sul".

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