Papa expressa a líder religioso armênio preocupação com Oriente Médio

Cidade do Vaticano, 24 nov (EFE).- O catholicos (chefe da Igreja armênia) da Cilícia (Líbano), Aram 1º, foi recebido hoje no Vaticano pelo papa Bento16, que expressou sua preocupação com a violência no Oriente Médio, as perseguições contra os cristãos e condenou a morte de milhares de armênios no século 20 pelo Império Otomano.

EFE |

"Estamos tristes com as tensões e os conflitos que continuam frustrando todos os esforços para promover a reconciliação e a paz em todos os níveis da região", afirmou Bento 16 perante Aram I, com se reuniu em outubro de 2007 em Nápoles por ocasião de um encontro inter-religioso.

O pontífice acrescentou que "só quando os países envolvidos puderem determinar seu próprio destino e os grupos étnicos e comunidades religiosas aceitarem e respeitarem plenamente os demais, a paz poderá construída baseada na solidariedade, na justiça e nos direitos legítimos das pessoas e dos povos".

Bento 16 também manifestou sua preocupação "com a escalada da violência e perseguição contra os cristãos em algumas partes do Oriente Médio e em outros lugares".

Embora não tenha especificado nenhum local em particular, o papa se referiu aos recentes casos contra cristãos no Iraque e na Índia.

O pontífice também tocou em um assunto polêmico: o massacre de 1,5 milhão de armênios em 1915 pelo Império Otomano, onde hoje é a Turquia, e que a Armênia considera um "genocídio", algo negado pela Turquia.

Bento 16 evitou pronunciar a palavra discórdia, e em seu discurso, afirmou que o povo armênio "viveu, no século 20, um período de indescritíveis sofrimentos".

O catholicos se referiu diretamente ao episódio, afirmando que "todos os genocídios, inclusive o dos armênios", devem ser reconhecidos.

"As igrejas, as religiões e os Estados devem reconhecer todos os genocídios, inclusive o dos armênios, e devem se comprometer em prevenir novos genocídios, reafirmando os direitos de todos os povos à dignidade, à liberdade e à autodeterminação", disse.

Bento 16 também ressaltou as relações entre a Igreja de Roma e a Apostólica Armênia, que disse que "têm se estreitado" nos últimos anos. EFE jl/wr/jp

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