Papa encerra férias nos Alpes

Roma, 11 ago (EFE).- O papa Bento XVI retornou hoje a sua residência em Castel Gandolfo, a cerca de 30 quilômetros de Roma, após passar duas semanas de férias na cidade alpina italiana de Bressanone, onde se dedicou à oração e à leitura.

EFE |

"Como todas as coisas boas, as férias também terminam. Mas trago comigo um tesouro de lembranças", declarou hoje o papa ao se despedir de cidadãos e autoridades de Bressanone, região do Alto Adige.

O papa disse que, após estas férias, também é um cidadão de Bressanone, pois recebeu a cidadania honorária no sábado passado.

Bento XVI começou suas férias na tranqüila cidade alpina no dia 28 de junho e, durante estes dias, passou a maior parte do tempo sem sair de sua residência no Seminário Maior da região, dedicando-se à leitura e à oração.

"Pude descansar da melhor maneira que um sacerdote pode fazer, dedicando-me à oração, à leitura e à meditação, sem as preocupações das cotidianas urgências pastorais", disse ontem o pontífice durante a oração do Ângelus.

Também dedicou parte de suas férias a pequenos passeios no jardim do Seminário junto a seu irmão, o também sacerdote Georg, de 84 anos, e tocando piano.

Segundo o porta-voz do Vaticano, o jesuíta Federico Lombardi, nestes dias o Pontífice pôde se dedicar a escrever o segundo volume de sua obra sobre Jesus de Nazaré.

Como o Vaticano tinha anunciado, além dos dois Ângelus dominicais previstos, as atividades públicas do papa nesse período foram reduzidas.

Bento XVI visitou a pequena cidade alpina de Oies, lugar de nascimento do santo italiano Josef Freinademetz, manteve uma reunião privada com os sacerdotes da região e recebeu a cidadania honorária de Bressanone.

Além disso, fez uma visita privada, sem a presença da imprensa, à Igreja de Santo André e depois se dirigiu ao cemitério do templo onde está sepultado o missionário Anton Agreiter.

Apesar das férias, o papa continua preocupado com a situação no Cáucaso e, após a oração do Ângelus de ontem, pediu a "cessação imediata das ações militares" na região separatista georgiana da Ossétia do Sul.

O pontífice pediu que a comunidade internacional realize "todos os esforços possíveis para alcançar uma solução pacífica e duradoura".

Bento XVI continuará seu descanso na residência pontifícia de Castel Gandolfo, onde se preparará para as próximas viagens. EFE ccg/ab/rr

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